Games são desenvolvidos para o apoio do tratamento de crianças com deficiências intelectuais

A área da educação e da saúde está em constante evolução. Ferramentas tecnológicas se mostram cada vez mais presentes e eficazes na rotina de escolas, hospitais e consultórios. Nesse cenário desafiador, em que é preciso inovar constantemente, a Playmove acaba de anunciar o lançamento do game “Brainy Mouse” para o console da PlayTable, a maior plataforma ludopedagógica do país. Fruto da pesquisa de quatro anos na área, o jogo ajuda no estímulo da linguagem e alfabetização das crianças portadoras do transtorno do espectro autista (TEA) e com déficit de atenção, estabelecendo a relação entre objetos, pessoas e situações variadas, além de auxiliar na concentração, na medida em que as crianças se divertem enquanto aprendem a reconhecer letras, sílabas e palavras.

Desenvolvido pela pesquisadora brasileira Ana Sarrizo, em parceria com a fundação de mesmo nome na Flórida, Estados Unidos, o jogo favorece o desenvolvimento de habilidades de comunicação para que as crianças com deficiências intelectuais assumam atitudes interativas, auxiliando profissionais da área de saúde, educadores, pais e cuidadores em suas dinâmicas. Entre os principais diferenciais do Brainy Mouse, a criança pode pedir ajuda ao ratinho super herói, incentivando ações de socialização, e pode também customizar as cores, as vozes e o tamanho das letras do jogo.

O boca a boca
Criada para aliar tecnologia, educação e diversão, o console da PlayTable oferece versões especiais de jogos voltados para a alfabetização fônica-articulatória. Pronunciar o som de uma letra não é uma tarefa tão fácil para a maioria das crianças. Percebendo essa dificuldade, a fonoaudióloga e psicopedagoga Renata Jardini, criou a metodologia que aposta no recurso visual, mostrando os movimentos corretos da boca na pronúncia dos fonemas. Através do jogo ” Boquinhas – Memória” – traz figuras de objetos e bocas que reproduzem o som inicial da pronúncia do nome de cada um deles, o jogador precisa unir corretamente as figuras -, e do “Boquinhas – Puxa-Bocas” – cada palavra traz diversas figuras de bocas com o áudio do som das letras, distribuídas aleatoriamente, a criança precisa ouvir e através da audição e visão, sequenciar as imagens das bocas para que formem o som correto das palavras-, as crianças desenvolverão a consciência fonológica e visuoarticulatória, a conversão entre letra e som, a atenção e a memória visual e auditiva necessária para o aprendizado.

Além da aplicação no ensino regular, os games também são indicados para a área da educação especial, no tratamento do autismo, da dislexia e outras dificuldades. “As crianças aprendem muito melhor brincando e com recursos como os do método, que traz a visualização da pronúncia. O “Boquinhas” tem tudo a ver com a iniciativa da PlayTable, que visa trazer recursos para apoiar a aprendizagem de forma eficaz. Temos certeza que os jogos serão de grande ajuda para os educadores no processo de alfabetização”, diz Cristiano Sieves, especialista em ludopedagogia da Playmove.

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