Gravidez após os 35 anos: a corrida de Meghan e Harry pelo herdeiro

A atriz norte-americana Meghan Markle e o príncipe Harry se casaram no último sábado (19/05). Meghan é a mais nova plebeia a ser tornar membro da realeza britânica, e agora a corrida será em busca de um herdeiro. A atriz, que tem 36 anos, deixou bem claro que um filho está nos planos dela e de Harry e que provavelmente não vai demorar muito.

Durante uma visita ao parque científico da cidade de Belfast, ainda antes do casamento, Meghan fez um comentário que repercutiu pelo mundo todo.  Ao ver alguns produtos para bebês, a atriz comentou: “Eu tenho certeza que em algum momento vamos precisar de tudo isso”.

Esse desejo deve ser realizado o quanto antes, já que após os 35 anos as chances de uma gravidez natural diminuem consideravelmente. Segundo a ginecologista, especialista em reprodução assistida Cláudia Navarro, diretora da clínica Life Search, o relógio biológico feminino é um dos principais fatores que determinam o sucesso de uma gravidez.

“O auge da vida reprodutiva feminina acontece no intervalo entre 25 e 35 anos. Como a mulher já nasce com todos os óvulos, com o passar do tempo, existe uma diminuição na quantidade e uma piora na qualidade. Assim, a partir dos 35 anos, a chance de gravidez começa a diminuir gradativamente e, aos 40, ela é de cerca de 10%”, explica a médica.

E se uma gravidez natural não for possível?

Se as tentativas naturais de uma gravidez foram frustradas, o ideal é procurar ajuda médica para avaliar a fertilidade e orientar sobre técnicas de reprodução assistida. “No caso da mulher, há exames que podem ajudar a conhecer melhor o corpo”, afirma Cláudia. Análises da reserva ovariana, por exemplo, oferecem informações que serão avaliadas pelo médico, que irá determinar qual a melhor opção no tratamento daquele casal.

 

“Existem técnicas que induzem a ovulação, por exemplo. As técnicas de reprodução assistida, como inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV) são indicadas quando o casal apresenta um quadro de infertilidade”, exemplifica a especialista. No caso da FIV, após a fecundação realizada em laboratório, os embriões formados são transferidos para o útero. “É uma técnica segura e que se aperfeiçoou muito para reduzir ao máximo a taxa de gemelaridade nas gestações”, destaca Cláudia.

Congelamento de gametas ajuda no planejamento

Para mulheres que não decidiram se querem gerar um filho ou que pretendem deixar a maternidade para o futuro, o congelamento de gametas é uma alternativa.

“Quando a mulher quer planejar uma gravidez futura, ela pode recorrer à criopreservação e, depois, quando optar por ser mãe, contar com a técnica de fertilização. Mas vale sempre ressaltar que a idade é um fator que interfere nas chances de uma gravidez”, destaca a médica.

 

Sobre Cláudia Navarro

Cláudia Navarro é ginecologista, especialista em reprodução assistida. A médica é diretora clínica da Life Search. Graduada em medicina pela UFMG em 1988, Cláudia titulou-se mestre e doutora em medicina (obstetrícia e ginecologia) pela instituição federal, também. Atua na área de ginecologia e obstetrícia, com ênfase em reprodução humana, trabalhando principalmente os seguintes temas: infertilidade, reprodução assistida, endocrinologia ginecológica, doação e congelamento de gametas.

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