Alimentação na infância interfere na saúde adulta

Adotar uma alimentação saudável ainda na idade infantil não é uma tarefa fácil por certamente esbarrar em obstáculos como a resistência a alguns tipos de comida, e a variedade de produtos industrializados destinados a esse público. Apesar de ser uma missão árdua, a nutricionista do Hospital Emundo Vasconcelos, Silvia Messalem, garante que os resultados positivos não se limitam a esse período, e prolongam até a fase adulta. 

Os benefícios citados pela especialista estão ligados à queda nas chances de complicações associadas à alimentação e doenças crônicas. Ela reforça que é muito importante o incentivo desde o nascimento, não só para garantir uma rotina de bons hábitos, mas para também tornar algo natural e evitar um desfalque de nutrientes ao organismo. 

“Adultos que crescem com maus hábitos alimentares acabam tendo uma alimentação sem variedade de vitaminas, minerais e nutrientes. Muitas vezes baseada em mais carboidratos simples, refinados e gordura saturada, e não alimentos integrais, proteínas de boas fontes, o que gera, além de obesidade, carências nutricionais e doenças crônicas”, explica. 

Além disso, quando essa educação não é transmitida ainda na infância, a reeducação alimentar na fase adulta também se torna mais complicada. “Quando essa criança que não foi acostumada a ter hábitos saudáveis se torna adulta, essas mudanças de rotina alimentar, se tornam muito mais difíceis, e o adulto muito resistente a querer melhorar ou mudar de comportamento”, salienta a nutricionista. 

Para que isso não ocorra, Silvia separou algumas importantes dicas de alimentação para as crianças: 

1. Quando a comida for rejeitada, não desista de primeira. Tente doze vezes cada alimento, até que ela aceite. Mas é importante alternar as formas de apresentação e cocção destes alimentos. 

2. A partir dos dois anos, é comum a criança apresentar mais independência, por isso, os responsáveis devem disponibilizar boas opções, com alimentos novos, a fim de manter uma alimentação saudável sem monotonia. 

3. Quanto mais colorido o prato, mais nutrientes oferecidos ao organismo. Além disso, ajuda a despertar a curiosidade da criança. 

4. O exemplo da família é muito importante para a formação da criança. As atitudes vistas em casa serão sempre copiadas, desde a forma de interagir, falar, até mesmo a forma de alimentar-se. 

5. Pelo menos até os dois anos não se deve ofertar nenhum tipo de alimento açucarado/industrializado/processado para a criança. Em uma alimentação saudável, já temos a oferta dos açucares naturais vindo das frutas e alguns carboidratos, suficientes para suprir as necessidades metabólicas. 

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