As mulheres ainda são as grandes protagonistas das tarefas domésticas, aponta pesquisa

Além de terem a função da organização doméstica, com a chegada de um novo integrante, para não ter uma jornada dupla, muitas brasileiras recorrem a parceiros, familiares, amigos ou a um profissional

Gestar um filho, adotar e viver a maternidade é o sonho de muitas mulheres. A chegada de um novo integrante à família proporciona emoção, mas também requer organização e cuidados. São muitos detalhes envolvidos: a adaptação da casa, o quartinho do bebê, armários e gavetas com os itens da criança, além da ansiedade para receber mais um morador. Mais de 970 mulheres responderam a pesquisa “Organizando a casa com um bebê”, em que foram destacadas as rotinas, mudanças e de que maneira elas se organizam para viverem o momento da melhor forma possível.

Para entender a rotina doméstica com filhos, o levantamento feito para a @baby.organizadinho e conduzido pela Hibou contou apenas com mulheres. Entre as entrevistadas, estiveram mulheres que pretendem engravidar nos próximos 18 meses (55%); grávidas (14%); com filho de até 1 ano (16%); com filho com idade entre 1 e 2 anos (9%), e com filho entre 2 e 3 anos (12%).

De modo geral, as mulheres buscam tentar manter as coisas em ordem após arrumar. 28% das mulheres ainda assumem a organização doméstica sozinhas. Por outro lado, 35% dividem as tarefas com o parceiro/a e 20% contam com alguma ajuda do parceiro/a. Para 8%, o suporte vem de uma colaboradora durante a semana e, para 5%, uma mensalista faz as tarefas. Mãe, pais, irmã e filhos têm participação nas atividades domésticas para 4%.

“A chegada de uma criança em casa promove uma grande mudança. A família concede muitos espaços para os pequenos e a rotina da casa se transforma. O que foi identificado é que a figura materna ainda é a grande responsável pela organização doméstica. Os parceiros participam, mas ainda são elas quem desempenham papel fundamental”, explica Ligia Mello, coordenadora da pesquisa e sócia da Hibou. “Quando é tida a notícia de uma nova criança em casa, ter o apoio de pessoas próximas ou de um profissional de organização pode fazer a diferença e trazer conforto para que as mamães possam curtir mais o momento e dar as boas vindas ao novo membro da família”.

Como organizar a casa para a chegada do bebê?

Dar as boas vindas ao recém-chegado e destinar um espaço destinado a ele é emocionante e o cotidiano se transforma já no primeiro momento. Para garantir um ambiente organizado, as mulheres recorrem à família, amigos e parceiros. Há também uma ajuda extra, o Personal Organize. Este profissional organiza ambientes de forma funcional, personalizada e que possa atender os desejos e, principalmente, as necessidades dos pais.

• Aproveite o período de gestação e faça uma triagem em cada cômodo da casa. Muita coisa deixará de fazer sentido para essa nova fase. Com isso, você poderá abrir espaços para as novas necessidades;

• Não deixe para resolver tudo no final da gestação. Os nove meses passam rápido e

• nunca se sabe se o baby resolverá chegar antes! O ideal é estar tudo pronto até a 33a semana e depois só curtir o momento e finalizar detalhes;

• A nova rotina com o bebê será uma caixinha de surpresas! Ter a casa organizada facilitará muito a adaptação dessa nova fase. Seu tempo será dedicado ao bebê, enquanto a casa deve requerer menos cuidados;

• Durante a gestação é legal anotar tudo o que seu bebê ganha de presente. Assim é possível visualizar o que ainda falta ser comprado para completar o enxoval, evitando comprar itens repetidos ou desnecessários. Essa atenção deve ser direcionada principalmente à quantidade e ao tamanho das roupinhas.

Bem-vindo, bebê!

A organização pode e deve ter o auxílio de outras pessoas, e entre as mulheres entrevistadas, 62% conhecem os serviços de um Personal Organizer, mas muitas ainda avaliam a contratação como um peso extra no orçamento. Caso não seja muito caro, 66% acreditam que um consultor ou profissional de organização é essencial para ajudar nos detalhes. 71% vêem que essa pode ser uma boa opção de presente (uma jornada de organização para o quarto do bebê).

“Ainda tem-se a impressão de que um Personal Organize terá um alto custo, mas vale lembrar que, com a maternidade, as atenções se voltam para os cuidados com o bebê. Então, ter o ambiente organizado, cada coisa em seu lugar, pode ser crucial para passar os primeiros momentos da vida do bebê em casa. Em relação a valores, observamos que as mulheres acreditam que o custo para contratar um Personal Organizer gira em torno de R$1000 a R$1686”, explica Ligia. Vale reforçar que o valor atual de uma diária é inferior ao levantado espontaneamente na pesquisa.

Embora vejam o investimento como principal impasse, a praticidade obtida com a ajuda de um Personal Organizer é concordância para 93% das mulheres. Elas afirmam que a casa organizada faz toda diferença na rotina com um bebê. Para 89%, começar os dias com bebê é mais fácil caso tudo esteja organizado; 82% afirmam que este é um serviço que facilita muito a vida da mãe; ter esse apoio durante toda a gravidez faz uma boa diferença para 60% delas; 59% concordam que é importante considerar esse serviço antes do bebê nascer. Algumas mães preferem ser o ponto principal na organização e 52% preferem fazer tudo por conta própria para curtir o momento e 36% acham supérfluo, e a família mesmo pode se organizar.

Uma das preocupações é a manutenção da organização. 80% identificam como um serviço que demanda manutenção de tempos em tempos; 62% acreditam que manter tudo organizado é um problema; 21% acreditam que a organização só dura um dia e, no dia seguinte, já estará tudo uma bagunça, então não vale a pena.

Para a consultora de organização, Ana Letícia, as principais alterações a partir da primeira organização acontecem de acordo com o crescimento da criança. “Por experiência, vemos que, após a primeira organização, os espaços permanecem arrumados por um bom tempo. Com as novas visitas e o passar das fases da criança, a mudança de enxoval acontece. Assim, as alterações na organização acontecem a partir dos primeiros passos ou na adequação do quarto para uma criança mais independente”.

Para manter o ambiente em ordem, algumas alternativas foram apontadas. Para 41% o serviço poderia ser um modelo com assinatura mensal até os 12 meses do bebê; 57% sugerem que, além da primeira organização, seja disponibilizado um pacote promocional com direito a três visitas ao ano, acionadas conforme necessário. 41% dizem que ter um suporte digital com algumas horas disponíveis seria muito útil; 37% acreditam que as consultorias deveriam ser bimestrais, devido às mudanças nos primeiros meses. Pensando na autonomia, 36% gostariam de ter um treinamento ou manual sobre a manutenção da organização. 34% acham interessante receber suporte durante toda a gravidez para ir organizando tudo aos poucos; 16% acreditam que apenas uma visita é ideal para deixar tudo organizado para a volta da maternidade.

Com a chegada de um bebê, outros cômodos também são impactados com a chegada da criança. A cozinha, com certeza, ganha uma nova dinâmica com novos produtos e cuidados. Por isso, para 84% das mulheres este deve ser um dos cômodos a ser mais organizado. Seguindo nessa linha, estão o quarto do casal (63%); a sala de estar (39%); o banheiro (34%); a área de serviço (29%); o quarto de adolescente (25%); o espaço de home office (20%); quintal (9%); sala de jantar (9%); a varanda (6%); nenhum cômodo (5%).

Organizando o ambiente para o bebê

Na pesquisa “Organizando a casa com um bebê”, as mulheres desejam que o quarto destinado ao bebê seja aconchegante (80%), funcional (62%) e prático (58%). Para isso, 64% contam com a ajuda do companheiro/a, enquanto 14% fazem tudo sozinha, desde a compra até a montagem dos móveis.

O reaproveitamento e reuso de itens faz parte da realidade de 20%, que optam por compras de produtos de segunda mão, desde que estejam em perfeito estado; 19% busca reaproveitar móveis e decoração de amigos e familiares. Para ter uma ajuda extra, 10% optam pela contratação de um decorador/a para ficar como desejam; e 7% procuram um arquiteto/a para auxiliar. Por outro lado, 42% pensam nas compras dos móveis aos poucos, assim como faz com a reforma do espaço.

Como elas organizam a casa?

Entre tantas atividades do dia a dia, para as mulheres, a organização dos espaços, armários e gavetas é essencial, mas nem sempre a rotina de arrumação segue regras ou cronogramas. Para 61% das mulheres, a organização acontece quando o ambiente está muito desorganizado, 48% procura deixar tudo de uma forma que facilite o uso, mesmo que não fique muito arrumado e 26% arruma poucas vezes ao ano e guarda as coisas conforme dá.

Há também o contraponto, com 32% que desenvolveram uma rotina de organização que funciona; 13% se considera super metódica e tudo tem que estar muito arrumado; 11% busca praticidade e utiliza muitos separadores e caixas para organizar tudo. Para 2%, a regra é outra: “arrumar pra que, se vai bagunçar?”.

Pensando na organização interna, especialmente do quarto do bebê, 65% seguem seus instintos para separar e arrumar as coisas; 44% recorrem a vídeos na internet para inspirar como arrumar cada espaço; 40% organiza como dá, só deixando arrumado sem se preocupar com o melhor formato; 38% se inspiram em perfis do Instagram/Pinterest; 36% arrumam tendo como referência o que viram na casa de amigos e familiares; 22% pensam que é só comprar produtos de organização e deixar tudo arrumado e 1% não pensou ainda.

Metodologia
Para saber de que forma a organização da casa se transforma com um novo integrante, 973 mulheres brasileiras responderam a pesquisa de forma digital, entre 01 e 07 de outubro de 2021, garantindo 95% de significância e 2,14% de margem de erro nos dados revelados. Entre as entrevistadas, estiveram mulheres que pretendem engravidar nos próximos 18 meses, grávidas e com filhos entre 0 e 3 anos.

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