Automedicação

Com o tempo aprendemos a conhecer nossos filhos e entender um pouco como tratar a tosse, o resfriado, a febre, mas até que ponto isso pode ser bom?

Eu costumo ligar sempre para o pediatra do Pedrinho, mas quando não conseguia falar com ele, repetia algum procedimento que ele já havia me falado. Mas, descobri que ao tratar uma simples tosse, por exemplo, podemos mascarar alguma outra coisa mais grave.

Quem nunca deu um remédio sem prescrição após uma febre? Ou pediu opinião a uma amiga, mãe, vizinha, etc, sobre qual medicamento dar em determinadas ocasiões? A automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, pode trazer consequências mais graves do que se imagina.

Então, olha os riscos que, segundo a pediatra Ana Maria Escobar o ato de automedicar pode trazer:

=> Mascaramento de doenças graves e evolutivas: Alguns problemas de saúde podem se iniciar com sintomas corriqueiros, como uma dor abdominal ou de cabeça. A falta de avaliação clínica do médico pode retardar o diagnóstico de doenças reumatológicas, endócrinas e até câncer, por exemplo.

=> Interações medicamentosas: muitas drogas interagem entre si, potencializando ou anulando o efeito uma da outra. Só o médico sabe disso. Portanto, quem já toma algum remédio, deve ter cuidado redobrado.

=> Resistência microbiana: antibióticos e outros antimicrobianos devem ser administrados com rigor, nas doses e no tempo prescrito pelo médico. Isso porque estamos lutando contra organismos vivos que podem modificar seu próprio DNA e criar resistência aos remédios, o que é muito grave. Tanto que, atualmente, tais drogas são vendidas com prescrição especial e individual.

=> Doses inadequadas: cada pessoa pode ter um ritmo diferente de metabolização da droga. Isso vale especialmente para crianças. Normalmente, os pediatras calculam a dose diária em miligramas de acordo com o peso (por kg). E é importantíssimo lembrar que muitos medicamentos têm a dose terapêutica muito próxima da dose tóxica. Isso significa que, se houver um erro e for administrada uma dose maior, pode ocorrer intoxicação.

E os remédios “naturais” ou fitoterápicos? Oferecem risco? Sim! Eles também são drogas, pois se propõem a exercer uma determinada ação no organismo. Então, tenha o mesmo cuidado.

Medicar não é tarefa fácil. Envolve estudo, experiência e responsabilidade. A orientação de um profissional habilitado é o melhor a fazer para você e pela sua família.

Fica o alerta mamães! Nada de querer medicar sem falar com o pediatra, hein!! Uma ótima semana pra gente..

*Bjins*

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