Brasileiras criam plataforma para fomentar empreendedorismo de mães negras, indígenas, refugiadas e imigrantes

Lançada durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, a startup Compre de uma Mãe Preta (CMP), surgiu como vitrine para mulheres venderem seus produtos e serviços

Idealizada pela jornalista e mãe da Nzinga, 3, Rosyane Silwa, 36, e pela educadora e mãe da Betânia, 3,Tuanny Miller, 32, a plataforma de impacto social Compre de uma Mãe Preta (CMP) é a primeira vitrine virtual brasileira para mães negras, pardas, indígenas, refugiadas e imigrantes empreendedoras, lançada com intuito de dar suporte às mulheres que perderam seus empregos durante a pandemia causada pelo novo coronavírus e encontraram solução no empreendedorismo digital. “Muitas mulheres tiveram que se reinventar e muitas delas encontraram alternativas no empreendedorismo online, porém, esbarraram no analfabetismo digital, que atinge, sobretudo, a população indígena, preta e periférica“, diz Rosyane. A startup visa fortalecer e dar visibilidade a essas empreendedoras. Atualmente 1.900 mulheres fazem parte da rede da Compre de uma Mãe Preta.

O lançamento oficial da empresa foi em junho de 2020. As sócias iniciaram uma pesquisa para levantar mães empreendedoras compatíveis com a proposta do negócio. No mês seguinte, começaram a mapear as principais tendências e desenhar o plano estratégico. Para isso, participaram de um programa de aceleração de startups da B2Mamy, empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia. O tempo de estruturação levou à criação da plataforma virtual, que será inaugurada no dia 3/12. “Somos uma vitrine virtual com o foco em maternidade preta e índigena. Queremos conectar as vendas às pessoas que querem comprar com propósito e sustentabilidade“, declara Tuanny.

A iniciativa também conta com a parceria do Instituto Feira Preta, que disponibiliza uma sessão em seu marketplace. Além disso, 100 empreendedoras que fazem parte da rede da CPM participaram gratuitamente de uma imersão para potencializar seus negócios realizado em setembro deste ano no AFROLAB, projeto do Instituto Feira Preta que promove capacitações e atividades de apoio ao empreendedorismo negro.

Como estratégia, a empresa vai oferecer um plano de assinatura acessível, a partir de 10,90, que funcionará como um clube de vantagens às empreendedoras. Entre as atividades oferecidas estão: Encontro de Rainhas – temas como sexualidade, maternidade e etc., são abordados a cada encontro; Café com Negócios – encontro voltado à oficinas e conversas sobre ferramentas para ajudar no crescimento do negócio; Rodada de Negócios – acontece no perfil da CMP no Instagram. Momento em que as empreendedoras podem apresentar seus serviços e vender seus produtos ao vivo; Assessoria para inclusão digitalConsultoria e mentoriaDivulgação nas redes sociais e comunidadesWorkshopsNetworkingGrupos terapêuticos – para promover o autocuidado, saúde e bem-estar.

Para o primeiro semestre de 2022, a startup, que conta inicialmente com capital próprio, espera faturar R$ 70 mi Reaisl e ajudar cerca de 300 mulheres empreendedoras, impactando na vida de mais de 3.000 mil pessoas direto e indiretamente. Atualmente, o time da CMP conta com a colaboração de Renata Gomes, psicopedagoga e organizadora de eventos, mãe do Benjamin, Bento e Noah, as sócias do Anyway creative, Camila Comin e Camila Ferreira que cuidam das redes sociais e site, e Janaina Reis, terapeuta e maquiadora, responsável pelos encontros terapêuticos e de autocuidado da CMP.

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