Brincar é fundamental para a saúde e desenvolvimento das crianças

Pesquisas realizadas ao redor do mundo apontam a importância de áreas destinadas ao lazer para o desenvolvimento infantil.

Sabemos que brincar faz parte da rotina de qualquer criança, mas é na brincadeira que os pequeninos desenvolvem áreas cerebrais específicas, sua capacidade intelectual, emocional e criatividade, como também o seu desenvolvimento físico e social.

Os playgrounds também têm como objetivo unir gerações, estreitar laços afetivos na família, para além de enriquecer o ambiente que o envolve, trazendo cor e alegria.

Só que, neste momento de quarentena é importante resgatar as brincadeiras em casa, já que é recomendado o isolamento social por conta da pandemia do Novo Coronavírus.

Fundadoras da oikotie, Susana Ventura, Isabel e Ana Seabra, relatam três principais benefícios que o livre brincar proporciona. Confira:

Desenvolvimento motor e intelectual

A neurociência cada vez mais afirma o quanto brincar é importante para o desenvolvimento da criança e que a característica principal de uma brincadeira está na liberação de transmissores que aprimoram o aprendizado. Eles preparam as habilidades da aprendizagem mais formal. Além de ajudar no desenvolvimento motor e físico dos pequenos, a brincadeira ajuda a desenvolver a mente e a reduzir os níveis de estresse.

Desenvolvimento social, criatividade, motor, cognitivo

Brincar promove a liberação de noradrenalina, um neurotransmissor que nos deixa atentos e prontos para ação. A noradrenalina facilita o aprendizado e até melhora a plasticidade cerebral.  Brincar, leva a uma flexibilidade mental e a um vocabulário comportamental mais amplo, que auxilia a criança a obter sucesso no que importa.

Reduz o risco de obesidade

Um relatório desenvolvido pela Nike, Designed to Move, revela uma crescente epidemia de inatividade física que ameaça a prosperidade social e econômica do mundo. Esse estudo detalha a exclusão das atividades físicas do cotidiano levando as crianças de hoje a ter uma expectativa de vida menor do que seus pais. A pesquisa calcula que, se nenhuma atitude for tomada, metade da população chinesa e americana ficará fisicamente inativa até 2030, juntamente com um terço da população britânica e brasileira, totalizando 1 bilhão de pessoas. O relatório também esboça recomendações de como governos, a sociedade, corporações e indivíduos, podem contribuir para solução.

Uma ótima estratégia contra a obesidade infantil é promover hábitos saudáveis nas crianças e investir em exercícios em casa como jogar bola, pular corda, pega-pega, entre outras brincadeiras seguras e que estimulem o brincar de forma desafiadora e lúdica.

Em sua grande maioria, crianças são livres para explorar novos horizontes em seu próprio universo lúdico. Para que o desenvolvimento ocorra de forma adequada, as crianças precisam aprender a avaliar o próprio risco e devem descobrir como superar situações que representam um desafio para elas sem a ajuda de seus pais. Crianças que brincam mais, são crianças mais felizes e tendem a virar adultos mais bem sucedidos e saudáveis.

O mundo parou de se movimentar: Crianças com 10 anos agora fazem parte da primeira geração na História da humanidade a viver menos 5 anos que seus pais. 

Um estudo feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que 1 em cada 3 crianças brasileiras estão com sobrepeso ou são obesas e o Brasil é o país com a maior taxa de obesidade infantil na América Latina.



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