Bullying entre crianças e jovens pode ser combatido por meio de jogos educativos

Jogos ajudam a desenvolver os aspectos socioemocionais dos alunos e gerar empatia

Dentre as muitas mudanças que o século XXI trouxe, é possível citar várias no cenário educacional. A tecnologia permite, hoje, que os alunos aprendam à distância, ou de forma interativa, e a internet facilita o acesso à informação. Por outro lado, práticas como o bullying tornaram-se ainda mais recorrentes e difíceis de rastrear. Pensando nisso, a Mind Lab, empresa israelense líder mundial em tecnologias educacionais disruptivas, desenvolveu jogos socioemocionais que ajudam a evitar e a combater o bullying, ensinando crianças, adolescentes e até mesmo adultos sobre empatia.

Miriam Dantas, coordenadora pedagógica da Mind Lab, explica que o recurso do jogo educativo permite que sejam acessadas emoções que, no contexto cotidiano, muitas vezes ficam reprimidas. “Os jogos potencializam sentimentos que normalmente os alunos não demonstram, como ansiedade, dificuldade em perder ou em seguir regras ou não saber lidar com uma vitória. Uma vez que essas emoções são reconhecidas e nomeadas, esse autoconhecimento ajuda a gerar empatia e a entender melhor a dor do outro.

Através de atividades lúdicas educativas, a empatia é trabalhada para que o bullying seja uma prática cada vez menos disseminada. O jogo Mindsters, voltado à Educação Infantil (a partir dos 4 anos) apresenta monstros com características diferentes, e a proposta é que as crianças os nomeiem. Normalmente, os nomes são distribuídos com base nas características físicas das criaturas, o que gera um debate sobre como isso não deve ser feito na vida real, já que o colega pode não gostar daquele atributo específico.

“Ao compreender os sentimentos que uma ação causa em si mesmas, as crianças passam a se colocar no lugar do outro. Chamamos isso de transcendências, que são reflexões sobre como algo que a pessoa vivenciou pode ser aplicado em outros contextos da vida”, resume Miriam.

Um outro jogo, chamado “Jogo do 4”, é voltado aos ensinos Fundamental e Médio, e tem como base 16 peças aparentemente diferentes, mas que compartilham características em comum, como cor, altura, formato, entre outros. A dinâmica consiste nos adolescentes formando grupos entre essas peças exaltando particularidades que elas tenham e que, à primeira vista, não eram tão óbvias. “Essa atividade ajuda os alunos a compreender que, apesar de aparentemente diferentes, todos temos algo em comum, então o que para você é diferente pode ser normal para outra pessoa. Então o foco é ensinar sobre respeito e união”, diz a coordenadora pedagógica.

Além do bullying, os jogos da Mind Lab ajudam os pais e professores a lidar com outro problema crescente da sociedade conectada: o cyberbullying. Miriam conta que os exercícios também se aplicam ao cenário digital. “Vivemos numa época em que as informações viajam rapidamente, e redes sociais estão repletas de ódio sendo disseminado. Muitas vezes, as pessoas que fazem esse tipo de agressão não têm noção do que isso pode desencadear. Quando passam a ter conhecimento dos processos e desdobramentos que essas atitudes podem causar no outro, começam a criar consciência de mudança. No âmbito pedagógico, chamamos isso de metacognição, que é pensar sobre o processo de pensamento”.

É importante que as figuras de autoridade adultas, sejam professores ou responsáveis dentro de casa, estejam a par das ferramentas online e do que acontece na internet. A entrada da educação no contexto digital ajuda a transformar o uso das redes em algo produtivo e em um ambiente que garanta a liberdade de expressar sentimentos. Assim, a Mind Lab ajuda crianças e adolescentes a ter a compreensão do que é bullying, validando o sentimento negativo acarretado por ele e incentivando a comunicação em situações incômodas.

Além de jogos voltados ao combate do bullying, a Mind Lab possui outras metodologias que auxiliam no desenvolvimento cognitivo, em aulas dinâmicas com a mediação de professores capacitados que eu achei bem interessante.

Eles estimulam os alunos a experimentar, em um contexto controlado, situações da vida real, contribuindo para conferir significado ao aprendizado e exercitando habilidades como raciocínio, empatia, resiliência, capacidade analítica, equilíbrio emocional, lógica e trabalho em equipe. A metodologia é utilizada em mais de 20 países, entre eles Austrália, China, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido, e já atendeu milhões de alunos, além de ser garantida e apoiada por importantes instituições nacionais e internacionais, como o Instituto Inade e a Universidade Yale.

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