Cárie dentária: você sabe como prevenir?

Recentemente levei o Pedrinho ao dentista para dar uma geral, e ele não está com cárie (ufa!). Aproveitamos para fazer a limpeza e aplicação de flúor.

Mas muitas crianças apresentam cáries quando vão ao dentista. A cárie é uma das doenças bucais mais comuns do mundo. Se trata de uma doença multifatorial, ou seja, causada por vários fatores como, por exemplo, o acúmulo de restos alimentares que servem como fonte de nutrientes para algumas bactérias que causam a doença. Como resultado do acúmulo da placa bacteriana temos a produção de ácidos que deterioram o esmalte dentário, gerando aspectos não convencionais no dente, como manchas escuras ou os famosos “buracos” que, se não tratados, podem desestabilizar a estrutura do dente, levando a fratura. 

A dor no dente é o sintoma mais típico de uma cárie dentária, mas não o único. “Dentes escurecidos, com manchas brancas e sensíveis a alimentos também são muito recorrentes”, destaca Sara Paz, consultora da GUM , marca americana especializada em cuidados bucais. Além da falta de atenção quanto à limpeza bucal, a profissional comenta que essa doença pode ser desenvolvida por fatores psíquicos e sociais. 

Sendo assim, para se prevenir desse mal, uma boa higiene bucal é a forma mais eficaz. “É imprescindível escovar corretamente os dentes após as refeições, massageando a gengiva com um creme dental que contenha flúor em sua composição, além de usar o fio dental ou escovas interdentais, que removem os restos de alimentos e a placa bacteriana nos locais aonde a escova convencional não alcança”, afirma. 

Sara explica que quando as bactérias começam a se alimentar dos restos de alimento, a saliva apresenta um importante papel para ajudar a recuperar as partes atacadas, equilibrando a acidez bucal. Portanto, tanto a escassez como o excesso do líquido podem provocar problemas bucais. “Pode-se dizer que a saliva é um escudo de proteção nesses casos”, declara. 

Se a cárie for descoberta ainda no início, um tratamento com flúor ajudará a evitar que as bactérias alcancem outras regiões do dente. Porém, em casos mais sérios, a restauração pode ser indicada. No entanto, se estiver muito profunda, pode ser recomendado tratamentos de canal ou confecção de próteses unitárias, com o objetivo de reconstruir a coroa do dente prejudicado pela doença. “Quando a pessoa perde um elemento dentário é imprescindível a sua reposição por meio de próteses. A ausência de um dente altera a oclusão do paciente, podendo gerar problemas ainda mais sérios”, alerta a profissional. 

Por fim, para evitar ou até mesmo tratar as cáries é fundamental o acompanhamento odontológico periodicamente. A consultora diz que o recomendado é que a visita ao dentista ocorra, pelo menos, duas vezes ao ano. “Assim, o profissional irá avaliar a sua arcada dentária, trazendo uma análise melhor. Além disso, irá fazer a limpeza e também a aplicação de flúor na cavidade. Se precisar, pode fazer ainda a raspagem para a remoção da placa bacteriana e tártaro entre os dentes e a gengiva”, finaliza. 

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