Cego por 5 minutos

O Pedrinho teve a oportunidade de experimentar e discutir a sensação de estar cego por alguns minutos. Uma atividade contextualizada para (também) estimular a melhoria das habilidades de fala e escuta.

Conversar sobre deficiência com as crianças é muito importante! Ótima oportunidade para conscientizar nossos filhos; mostrar o valor da diversidade humana e incentivar o convívio entre todos.

Mostre para as crianças que, tal como qualquer cidadã ou cidadão, a pessoa com deficiência tem direito de estar nos lugares, participar das brincadeiras e realizar o que quiser, com a diferença de que, dependendo do tipo de atividade ou tarefa a ser realizada, pode precisar de apoio. Mas, qual de nós não precisa de apoio ao longo da vida para realizar nossas atividades?

Quando as crianças têm a oportunidade de conviver, desde cedo, com pessoas com deficiência, elas se transformam em adultos mais empáticos e conscientes. Mas quem deve assumir a responsabilidade de ensinar as crianças a lidar com as diferenças? 

Não há dúvida de que a escola tem a responsabilidade social de promover a inclusão de todas as crianças, elas tendo ou não algum tipo de necessidade especial. Entretanto, a educação que as crianças recebem em casa, dos pais, também é essencial para ajudar a desconstruir preconceitos e fazer com que a criança consiga ter um ótimo convívio com o colega que possui algum tipo de deficiência. E para isso, a melhor ferramenta é o diálogo.

O Pedrinho já me perguntou sobre crianças com autismo, síndrome de down, e durante a conversa procurei colocar o colega em posição de igualdade. Mostrei como todos nós temos limitações – alguns conseguem nadar muito bem, outros nem tanto; alguns sabem pintar quadros, outros não. Disse que o colega é capaz de fazer muitas coisas, e naquelas que ele tem dificuldade, podemos ajudar, assim como já recebemos ajuda várias vezes também.

Afinal, todos temos direito às mesmas oportunidades, não é verdade? 

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