Check up ocular nas crianças e os efeitos da pandemia

Essa é a época ideal para fazer o check-up ocular infantil. Eu já levei o Pedrinho, que – como vocês já sabem – começou a usar óculos no ano passado, e é bom fazer o acompanhamento

Especialista do Hospital CEMA alerta para problemas oculares que podem aparecer nessa fase das férias, e sobre o quanto o uso de eletrônicos pode ser nocivo para a saúde dos olhos.

Falta pouco para o retorno das aulas, embora ainda exista incerteza sobre como será essa retomada, os pais já estão se organizando para esse momento. Além do material didático, mensalidade, matrícula, uniforme, transporte, existem outras preocupações que devem ser colocadas nessa lista: a saúde da criança.

Essa é a hora de fazer um check-up médico, algo que algumas escolas já exigem. Nesse sentido, vale cuidar também dos olhos dos pequenos, pois é na fase escolar que muitos problemas oculares são observados. “As atividades escolares demandam uma qualidade de visão que, muitas vezes, somente nesse contexto pais e professores perceberão a necessidade. Por exemplo, enxergar bem a lousa independentemente do lugar que senta e outras situações que dificultam o acompanhamento do ensino”, explica a oftalmologista do Hospital CEMA, Ingrid Porto. Além disso, com a pandemia e o aumento no uso de aparelhos eletrônicos, vários problemas oculares podem ter se agravado. 

“O uso excessivo de telas está relacionado a diversos transtornos oftalmológicos, entre elas a miopia”, explica a médica. Para crianças abaixo de 2 anos, esses aparelhos não são recomendados; entre 2 e 5 anos, o ideal é que o uso de telas não ultrapasse 1 hora por dia, e entre 6 e 12 anos o recomendado é de, no máximo, 2 horas por dia, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria.

A especialista alerta para alguns sinais que os pais devem observar e que podem indicar problemas de visão, como quando a criança se aproxima muito de objetos para conseguir identificá-los, ou pisca excessivamente, faz força para enxergar algo longe ou tem dores de cabeça frequentes, geralmente no fim do dia ou após a leitura. “Vale lembrar que o acompanhamento oftalmológico deve acontecer desde cedo. O primeiro exame deve acontecer entre 6 meses e 1 ano de vida. Após essa primeira avaliação, é recomendado o exame anual. Algumas delas podem necessitar de acompanhamento mais frequente, conforme recomendação médica”, detalha a médica. 

O primeiro exame a ser feito é o teste de olhinho, ainda na maternidade, se possível. Na infância, os exames mais importantes são medir acuidade visual, ou seja, a clareza da visão, o de refração, que identifica erros refracionais, como miopia e astigmatismo; o teste de motilidade ocular extrínseca (avalia a mobilidade, musculatura e alinhamento ocular) e mapeamento de retina (que analisa o fundo de olho e toda a sua estrutura). De todos esses, os que são mais incômodos são o de refração e o mapeamento de retina, já que exigem aplicação de colírio para dilatação da pupila; os demais costumam ser bem confortáveis para os pequenos. 


O check-up ocular é essencial para evitar que a criança tenha problemas escolares em função de problemas de visão e ajuda a identificar doenças mais sérias e fazer o tratamento adequado. 

Fonte médica: Dra. Ingrid Porto, oftalmologista do Hospital CEMA 
CRM: 169632 

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