Como acolher um aluno autista?

Não existe uma “receita” para ensinar crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista ( TEA) . Hoje, os especialistas em educação já sabem: mesmo que duas pessoas apresentem o mesmo diagnóstico, elas podem reagir de modos diferentes a uma mesma proposta pedagógica. Por isso, o que funciona para um estudante com autismo pode não funcionar para outro.

O recomendado é que se procure conhecer todos os alunos de forma individual e se perceba como cada um aprende. Mais do que um conhecimento específico, a inclusão dessas crianças e adolescentes requer uma mudança no modo como a escola pensa e faz educação.

Conversei com a Escola Nane, que atua há 43 anos com Educação Inclusiva e possui profissionais capacitados para atender diversos tipos de deficiências.

Recebemos muitos alunos autistas em nossa escola, e ficamos muito felizes com isso, porque esta criança/jovem deve ser sempre colocada em atividades sociais, saindo de casa e indo para ambientes onde tem outras crianças. Sua escolarização pode ajudar muito para auxiliar neste processo, pois espontaneamente oferecerá atividades lúdicas, momentos de recreação, compartilhamento de tarefas, alimentação variada e direcionamento para regras e rotinas“, explica Suely Palmieri Robusti, psícóloga e diretora da Escola Nane.

Muitos pais perguntam quais são os cuidados que a Escola Nane oferece para os alunos com autismo, por isso, separamos alguns pontos essências:

CUIDADOS NA SALA DE AULA

– Uso de imagens de fácil assimilação;

– Promover um ambiente mais tranquilo (crianças autistas têm dificuldades com ruídos fortes);

– Sistemas de estímulos para que as crianças autistas não se sintam entediadas e comprometam o aprendizado; (variabilidade de estratégias – o professor estar sempre próximo a este aluno);

– Suportes de comunicação que possibilitem a interação da criança com os conteúdos e os coleguinhas de classe;

A sensibilidade e a compreensão da escola é salutar e os professores devem ser preparados para a possibilidade de sair com a  criança para fora da sala em caso de intolerâncias e desenvolver atividades alternativas e compensatórias, buscando assuntos ou meios que o atraia.

Tais atitudes evitarão que a criança venha a repudiar a escola com seus barulhos e regras impositivas e passe a apreciar seu ambiente.  Além disto, é importante tomar medidas que previnam bullying e conscientizem a todos na escola sobre o que significa o Autismo e como proceder com seu amigo autista, o qual costuma ser socialmente ingênuo e indefeso.

Com uma metodologia adequada como a da Escola NANE, a relação do professor-aluno é distinta: o atendimento se faz mais individualizado, enquanto a programação e o conteúdo permanecem os mesmos. São dados instrumentos para este saber lidar com a situação que o circunda, no ambiente de aprendizagem.

Por fim, todas estas orientações permitem, em conjunto, ampliar as possibilidades de interação social e o engajamento desta criança para estes momentos. Este tipo de auxílio, assim como a inclusão escolar do Autista depende destas abordagens, as quais o levarão a atingir novos patamares nos mais diversos contextos.

Mas será que as escolas regulares estão preparadas para receber crianças deficientes? Neste vídeo você confere a entrevista produzida pela TV Faz Muito Bem com a psicóloga Suely: CLIQUE AQUI

 

Escola Nane:
• Fundamental e Médio
• Cursos Extracurriculares
• Ensino Inclusivo

Rua Graúna, 107 – Moema
Tel: (11) 5044-6205

Deixe um comentário