Como lidar com os medos infantis

Monstros têm sido a preocupação de muitas infâncias. Eles se escondem nos lugares mais traiçoeiros – dentro de armários, atrás de estantes de livros, embaixo das camas!

Os pais empregam inúmeras táticas para combater esses monstros, eu mesma cheguei até pesquisar o assunto e ler livros sobre eles rs. Mas talvez, apenas talvez, estivéssemos fazendo tudo errado.

Se não podemos exterminá-los, devemos nos juntar a eles! Com produtos para crianças, como o filme Monsters, Inc., e bichos de pelúcia e brinquedos em forma de monstro, essa pode ser apenas a era do amor por monstros.

Ajude seu filho a superar seus medos e aprender a abraçar o monstro 😍Gostei deste adorável adesivo de parede. Esta decoração é do Chispum, um site cheio de produtos infantis e com sede na Espanha:

Diga aos seus filhos que não têm nada com que se preocupar e aponte para esta arte da parede como prova. Tudo o que os monstros querem, a única razão pela qual estão espreitando nossos quartos, é para que eles possam receber um abraço gigante!

Quem não gostaria de um monstro como amigo? Mas existem outros medos infantis…

Primeiramente devemos entender que existem medos saudáveis. São coisas típicas da infância e que não devem preocupar os pais. Outra coisa interessante é notar que há medos passageiros, que surgem e desaparecem sem grande influência na vida da criança. Todos esses medos são administráveis: a presença da mãe ou do pai já deixa a criança segura.

Para ajudar na orientação dos pais, listei os medos mais frequentes no desenvolvimento infantil – e sugestões para lidar com eles. ( segundo a psicóloga clínica Maria Regina Brecht Albertini, especialista em psicopatologia infantil)

Medo de lugares e pessoas estranhas
Fase mais comum: 0 a 12 meses

Começar a tomar contato com o mundo pode ser uma aventura bastante assustadora para um bebê. Aidyl de Queiroz Perez Ramos, membro titular do conselho de psicologia infantil da UNESP, conta que desde o início da vida o bebê deve ser ensinado a conhecer o mundo. Isso significa fazer com que ele se sinta seguro em relação ao lar e à família, mas sem deixar de apresentar o que a vida tem a oferecer. Cuidado extremo e exagerado gera insegurança. Portanto, cuide bem de seu bebê, mas não o acostume a se sentir seguro apenas quando estiver perto de você.

Medo de ser esquecido na escola (abandonado)
Fase mais comum: 2 a 3 anos

E se meus pais me esquecerem aqui? Esta é uma dúvida comum para crianças que começam a se relacionar com o mundo externo e ainda veem os pais como o único e exclusivo ponto de segurança de suas vidas. Chorar no primeiro dia de aula de seu filho só faz com que ele se sinta ainda mais inseguro. A ansiedade do reencontro da criança com sua família provoca este medo. Segundo Maria Regina, a melhor atitude a se tomar nestes casos é estabelecer boas rotinas em relação ao mundo interno e externo da criança, assim ela se sente mais segura em relação à família.

Medo de ser trocado
Fase mais comum: não tem idade

Deixar de ser o único bebê da casa pode ser extremamente ameaçador para uma criança pequena, principalmente quando ela presencia as mudanças que uma gravidez causa em toda a família. Esta situação pode determinar por um bom tempo a relação de seus filhos. Aidyl recomenda reforçar as relações entre o primogênito e o caçula mostrando para seu filho que o bebê vai fazer parte do time dele, o das crianças da casa.

Medo do escuro e de barulhos
Fase mais comum: 2 a 4 anos

De acordo com a autora Molly Wigand, o ideal nestes casos é mostrar que a razão de todo esse medo e insegurança é apenas a imaginação de seu filho. Se for preciso, embarque na viagem: vistorie com ele o espaço debaixo da cama e os armários e mostre que não há nada no quarto para persegui-lo.

Medo de dormir sozinho
Fase mais comum: 2 a 4 anos

Dormir sozinho é um passo muito importante para o desenvolvimento da criança, mas muitas vezes ela pode se sentir mais insegura em relação à “ausência” de seus pais do que feliz com o novo espaço conquistado. Sofrer ou demonstrar insegurança ao deixar seus filhos no quarto deles só piora a situação. Em vez de fragilizar a relação de seu filho com o novo espaço, ressalte a importância daquela conquista.

Medo do sobrenatural (monstros, espíritos, vampiros, bruxas)
Fase mais comum: 4 a 6 anos

O contato com esse tipo de ficção costuma ocorrer exatamente quando a imaginação da criança está a todo vapor. Se seu filho ainda é novo, escolha melhor os gêneros de literatura, programas de televisão e filmes que ele assiste, para não sofrer tão cedo o impacto da imaginação estimulada pelo sobrenatural. Para a psicóloga Maria Regina, é muito fácil para uma criança confundir o real com o fictício. Assim, barulhos normais que vêm da rua podem se transformar em vampiros sugadores de sangue ou monstros terríveis.

A solução, neste caso, é trabalhar melhor a fronteira entre a realidade e a ficção. Se seu filho tem a imaginação muito fértil, e por isso acaba se assustando ainda mais com o sobrenatural, deixe ele falar a respeito. Escreva histórias sobre esse mundo com ele, desenhe, interprete. Ele adquire mais confiança por perceber que tem o domínio sobre esse mundo imaginário.

Então, que tal essas ideias divertidas que podem ajudar a espantar o medo de escuro, de monstros, fantasmas. Nada que um pouco de imaginação e psicologia não ajude. Espia só!

Spray anti-monstro

Luminária

Livros sobre medos

Máscaras de monstrinhos



O Pedrinho está mais confiante! Ele já não fala mais em medo de ser abandonado na escola, de monstros, ou dos pais morrerem, mas quando assiste algo que o assusta ou escuta alguma história de bichos como aranha, daí fica com medo do escuro ou de ficar sozinho em algum cômodo da casa , por isso evitamos filmes e histórias de medo por aqui.

Eu acho que transmitir afeto, proteção, tranquilidade e confiança, ajuda eles se sentirem mais seguros de si mesmos. Mas fique atenta se há medo além do normal.

Por exemplo, se o medo estiver atrapalhando diretamente a rotina da criança ou as atividades que ela gosta, merece maior atenção dos pais. Por exemplo, se a criança fica muito angustiada só de pensar em enfrentar a situação que traz o medo e por isso deixa de ir na aula de futebol. Portanto, o primeiro passo é a observação: fique atento a esses medos do pequeno e se notar algo de diferente, não hesite em procurar ajuda de um psicólogo infantil.

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