Cuidados na hora de escolher cadeirinha para carro

Segurança e conforto são prioridades na hora da escolha. Mas, como escolher qual o modelo mais indicado? O que é preciso saber antes de comprar a cadeirinha ideal? 

Se você acompanhou as notícias recentemente já sabe que o Código Brasileiro de Trânsito recebeu alterações que entrarão em vigor em abril de 2021. E o transporte de crianças no automóvel é uma delas.

Na nova mudança será obrigatório a utilização de cadeirinhas infantis para crianças com até dez anos de idade ou que ainda não tenham atingido 1,45 metro de altura. A penalidade para quem descumprir essa lei ainda segue inalterada: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH.

Eu separei algumas dicas na hora de comprar a cadeirinha e de usar: 

Não adie a compra: a cadeirinha é parte indispensável do enxoval da criança. Para minimizar o impacto da compra no orçamento familiar, é aconselhável adquirir o acessório junto com os demais itens necessários para o bebê, sem adiar a decisão de compra; 

Observe a certificação: compre somente as cadeirinhas que tiverem selo de certificação do Inmetro. Isto vai garantir a qualidade do produto e a segurança da criança; 

Escolha cinto de cinco pontos: para que a criança fique mais presa e segura, dê preferência para as cadeirinhas que possuem cinto de cinco pontos; 

Analise a qualidade do material: o conforto da criança é fundamental e ajuda a garantir a segurança; 

Verifique o espaço do carro: alguns modelos são maiores e podem não se adaptar bem ao veículo; 

Faça um teste rápido: depois de instalada, faça um teste sem colocar a criança ainda. A cadeirinha deve resistir, sem se soltar, a solavancos provocados por um adulto. Só assim você garante a segurança da criança durante o transporte. 

Após a realização da compra da cadeirinha, alguns erros podem acontecer na hora da utilização. Veja quais são os mais comuns: 

Cadeirinha frouxa: leia o manual todo da cadeirinha para verificar a forma correta de fixá-la ao banco. Verifique também o manual do seu veículo, visto que muitos já saem de fábrica com um dos três padrões de fixação (Isofix, LATCH ou diversos) e, quando utilizados corretamente, garantem mais segurança, além de facilitar a fixação da cadeirinha. Quando estiver presa no carro, a cadeirinha não pode se mexer mais que dois dedos para um lado ou para o outro. Se estiver se mexendo, verifique o sistema de fixação utilizado; 

Lado errado: a cadeirinha de bebês de até 1 ano precisa ficar virada para o vidro de trás. Esta é a posição obrigatória por lei. Os especialistas a consideram como a mais segura para crianças bem pequenas, por causa da sustentação do pescoço, em caso de batida ou freada; 

Tamanho errado: é preciso realizar a troca sempre que a criança crescer, pois é necessário que a cadeirinha seja compatível com o peso ou tamanho da criança; 

Cinto de segurança frouxo: não deixe frouxo o cinto que prende a criança na cadeirinha. Ele tem de ficar justo. Afivele o cinto e veja se a distância entre ele o corpo do bebê é de um dedo. Se conseguir enfiar dois dedos, um por cima do outro, o cinto precisa ser ajustado; 

Deixar de usar a cadeirinha “rapidinho”: acostume as crianças a serem colocadas na cadeirinha sempre que entrar no carro. Afinal, usar cinto de segurança é um hábito que deve ser levado para toda a vida; 

Tirar a criança da cadeirinha, com o carro andando: seja qual for o motivo (amamentação, fralda suja, birra da criança), procure um lugar seguro para parar o automóvel, mas não tire o pequeno da cadeirinha com o carro em movimento; 

Levar as crianças soltas para caber mais gente no carro: independente da capacidade máxima de passageiros do veículo, a criança deve andar sempre na cadeirinha adequada. Planeje suas viagens e trajetos levando isso sempre em consideração. 

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