Dia do Abraço, porque o cérebro sente tanta falta desse contato?

O Pedrinho adora um abraço e é uma forma de resgate emocional nos momentos difíceis aqui em casa.

Hoje, dia 22 de maio, é celebrado o Dia do Abraço. Em tempos de isolamento social, o médico neurocirurgião e neurocientista Dr Fernando Gomes, explica porque a ausência desse afeto tem causado tanta confusão de sentimentos e tristeza em muitas pessoas. 

“O cérebro trabalha com recompensas e o fato de abraçar – ou ser abraçado – é capaz ativar o circuitomesolímbico dopaminérgico do cérebro: uma região responsável por emoções agradáveis e uma descarga de neurotransmissores e substâncias que causam bem-estar são disparadas para todo o corpo, causando a sensação de conforto que só um abraço bem apertado é capaz de causar”, explica. 

O médico fala que sem o abraço, que estimula as funções cerebrais e ativa os cinco sentidos, não há a mesmatroca de ‘energia’ entre as pessoas, e o cérebro sofre fisiologicamente com isso. 

“Como somos seres programados para vivermos em sociedade, estabelecer conexões nos torna mais fortes e isso está no nosso DNA e por mais que isso não seja compensado por uma ligação em que se vê do outro lado da tela, essas ações são as únicas possíveis atualmente e podem ajudar a sanar o buraco que essa fase tem causado”, revela. 

Outra dica importante é tentar ao máximo manter uma rotina no afastamento social. “Neste momento de pandemia os níveis de dopamina e serotonina se alteram e aumentam naturalmente a irritação, a intolerância, faz perder a noção do tempo, do dia da semana, do mês e isso tudo vai aumentando o estresse oxidativo. 

Para manter o eixo hipotalâmico – área do cérebro responsável pelo ritmo circadiano e comportamento alimentar- além dos cuidados com alimentação, sono e atividade física, Dr. Fernando chama a atenção para a importância de organizar a semana e o dia em manhã, tarde e noite entre trabalho, estudo, descanso e lazer – mesmo que se esteja fazendo tudo isso sem sair de casa. 

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