Dicas para as mães de 1ª viagem deixarem o momento da amamentação mais confortável

Agosto é o mês do incentivo à amamentação. O leite materno contém todos os nutrientes necessários para os recém-nascidos, sendo, além de um alimento completo, uma das formas mais eficazes das mães protegerem as crianças de infecções respiratórias e alergias, por exemplo. Para se ter uma ideia, o Ministério da Saúde recomenda a amamentação de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida dos bebês.


De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o leite materno é capaz de imunizar o neném com anticorpos e, por conta disso, mães que estão amamentando e testaram positivo para a Covid-19 devem continuar dando de mamar para o bebê. A única recomendação, no entanto, é que utilizem máscara o tempo todo, lavem bem as mãos e, depois de amamentarem, mantenham uma certa distância da criança.


Segundo a Dra. Cristiana Meirelles, pediatra e coordenadora médica da Beep Saúde , maior startup no ramo da medicina domiciliar no Brasil, apesar da amamentação ser uma demonstração de cuidado e de afeto, depende de fatores emocionais e psicológicos para que ocorra de forma tranquila. Ela, que acabou de dar à luz a sua primeira filha, fala sobre os cuidados que as mães devem ter ao ficarem, involuntariamente, se comparando com blogueiras e influenciadoras digitais que nem sempre passam uma mensagem completa da maternidade.


“Nas redes sociais, é comum vermos mulheres que acabaram de parir lindas, felizes e arrumadas, mas na rotina diária esse cenário é uma idealização. Muitas dificuldades envolvem a maternidade real e hoje eu admiro ainda mais todas as mães. Na maior parte das vezes, mulheres que engravidam têm o desejo de realizar o aleitamento materno exclusivo porque há dezenas de benefícios envolvidos, mas é importante dizer para aquelas que não podem amamentar por contraindicações médicas ou que não conseguem por qualquer outra razão, que existem outras formas delas criarem vínculos afetivos com os filhos”, explica.


Ainda conforme a especialista, algo fundamental que é pouco falado nos consultórios pediátricos é a importância da rede de apoio para as mães. “O bebê demanda muito nos primeiros meses de vida e exige toda uma rotina: dar de mamar, colocar para arrotar, trocar a fralda e fazer dormir. Os recém-nascidos mamam com muita frequência porque o tempo de digestibilidade do leite materno é curto e o estômago é pequeno. Por isso, é fundamental que as mães tenham pessoas para ajudar na organização da casa e nos cuidados secundários envolvendo o neném”.
Para ajudar as mães de 1º viagem a deixarem o momento da amamentação mais confortável e especial, a especialista da Beep reuniu dicas fundamentais que podem ser conferidas abaixo:


1. Amamentação sob livre demanda, sem estabelecer horários nem acordar o bebê
Amamentar em livre demanda significa a mãe não estabelecer horários para dar de mamar à criança. De acordo com a Dra. Cris, é importante prestar atenção aos sinais que o bebê dá para mostrar que está com fome. “O neném fica mais inquieto, virando o rosto para os lados com a boquinha aberta como se estivesse buscando algo, suga a mão e, por último, chora. Não devemos aguardar um intervalo definido de horas entre as mamadas se o bebê já estiver com fome. A não ser nos primeiros dez dias de vida (quando existe um risco maior de hipoglicemia), ou em casos onde há alguma condição de doença, também não há a necessidade de ficar acordando o bebê para mamar”.

2. Observe a pega e o posicionamento do bebê
Conforme a pediatra, o bebê precisa abocanhar a aréola e não só o mamilo na hora da amamentação porque é desta forma que ele vai conseguir estimular a produção e ejeção do leite. “O recém-nascido tem que encher a bochechinha de leite e fazer a deglutição a cada sucção e os lábios precisam estar virados para fora como a boca de um peixinho. Uma dica interessante é: enquanto mama, o neném não pode fazer barulho como se estivesse dando um beijo estalado. Isso é sinal de que a pega está errada. O posicionamento do bebê no colo da mãe também é importante: a cabecinha precisa estar alinhada com o corpo, barriga com barriga, e a sucção nunca deve ser dolorosa para a mãe. No início pode dar uma dorzinha, uma fisgadinha, mas isso melhora com o passar do tempo da mamada. Se continuar, busque por orientações”.


3. Boa alimentação, hidratação e descanso
A mãe tem que se alimentar bem, se hidratar e descansar, principalmente no primeiro mês porque a rotina com o bebê é bastante cansativa. Por estar amamentando, naturalmente a mulher vai ter mais sede, mas fazer todas as refeições e dormir bem também são fundamentais. “Uma das formas de descobrir se a criança está mamando direitinho é pela quantidade de troca de fralda, que deve ser em torno de seis a oito vezes ao dia. A urina do neném tem que ser clara. Se ela estiver concentrada, amarelada, o bebê não está se alimentando bem. E, por último e mais importante, o bebê deve estar ganhando peso de forma adequada.”, finaliza a especialista.

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