Dificuldades para engravidar

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Eu tenho muitas amigas que gostariam de ser mãe, mas tem dificuldades, seja pela idade, pela vida corrida, por estar acima do peso, problema hormonal, etc. Por isso, conversei com a Dra. Carolina, pós graduada em reprodução humana, para nos esclarecer sobre o assunto.

A vida moderna, a conquista pela independência financeira, entre outras metas da vida profissional fazem com que casais posterguem a concepção, tornando cada vez mais comum atualmente receber casais desesperados em meus consultórios para investigação da “dificuldade de engravidar”.

A angústia por não entenderem o que está errado gera um desconforto tão intenso que eles se culpam o tempo todo. É uma mistura de sentimentos, e nessa hora o acolhimento ao casal é muito importante, a atenção para cada expressão utilizada por eles na consulta pode ajudar e até mesmo direcionar na investigação da infertilidade conjugal.

Para não fazermos confusão com os termos utilizados nesse artigo, vamos entender:

Infertilidade

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), conceitua-se infértil, o casal que após 01 ano de tentativas sem a utilização de qualquer tipo de método contraceptivo não conseguir engravidar. Nesse período, considera-se como frequência sexual saudável e propícia à gravidez, a ocorrência de 02 a 03 relações por semana.

Esterilidade

É a incapacidade de gerar os embriões. Não é sinônimo de infertilidade. A maior parte dos casais que não têm filhos e enfrenta dificuldades para engravidar é considerada infértil e não estéril. Somente os casais que possuem taxa zero para engravidar podem ser considerados estéreis. Mas, mesmo nestes casos, existem soluções, como tratamentos médicos para problemas fisiológicos ou deficiência física.

Quanto mais cedo a mulher engravidar, maiores serão as suas chances, principalmente antes dos 35 anos de idade. O que se defende hoje é a preservação da fertilidade, a manutenção de hábitos saudáveis de alimentação, exercícios físicos regulares, ingestão de vitaminas e hidratação, medidas que auxiliem para evitar o estresse oxidativo e, é claro, manter relações sexuais frequentes no período fértil.

Os tratamentos de fertilidade são divididos em dois grupos: Baixa Complexidade, que incluem coito programado, inseminação intrauterina e os de Alta Complexidade FIV – Fertilização in vitro – e ICSI – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides, que seria a indicação absoluta quando o fator masculino é grave.

A decisão mais indicada para cada casal será baseada na idade da mulher e no tempo de infertilidade. Assim, para aquelas com idade inferior a 35 anos e com menos de dois anos de infertilidade – o que se considera um prognóstico bom – pode-se indicar a ovulação com coito programado. Se o tempo for o mesmo, mas a mulher tiver mais que 35 anos, pode-se associar o uso da inseminação intra-uterina. Havendo mais de três anos de espera, independente da idade da mulher, a melhor alternativa é a fertilização in vitro. De forma semelhante, deve-se sugerir essa técnica quando a mulher tem mais de 37 anos. Quando indicada a indução da ovulação ou a inseminação intra-uterina e não se obtiver sucesso no período de três meses, a sugestão é recorrer à fertilização in vitro, indicada por apresentar as melhores taxas de gravidez.

Dra. Carolina Maria Prandini Curci.
CRM: 111.858
carolinacurci.com

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