Gravidez de alto risco – Bebês Prematuros

Muita gente não imagina o que algumas mulheres passam para ter um filho! A luta que é! Por isso, eu gosto de contar essas histórias com finais felizes aqui, para que as mamães que desejam ter um filho, não desistam de seu sonho!!

Conversei com a mamãe Tatiane Garbo, que tem Anêmia Falciforme e Talassemia (excesso de ferro, doenças hereditárias). E elas nos conta agora a sua luta..

“No ano de 2010 (Julho), conversei com meus médicos (Hematologistas do Hosp. das Clínicas) e parei de tomar os medicamentos para controle da anemia, em dezembro parei de tomar a pílula (anticoncepcional), e eu e o meu marido ficamos por 1 ano na expectativa para ter um filho. Em dezembro de 2011 descobri que estava grávida, foi uma alegria imensa. Em Janeiro comecei a fazer o Pré-Natal, que no meu caso era de alto risco, desde o ínicio da gestação tive que tomar uma injeção diária (Clexane), para não coagular o meu sangue. Com 12 semanas de gestação descobri que seria mãe de um menino, desde então o nome escolhido era João Pedro;

Com 20 semanas fui afastada do trabalho, devido uma alteração que deu em uma ultrasson de Vitalidade, descobrimos que os vasos sanguíneos estavam se rompendo, diagnosticado uma Trombose Placentaria. O João Pedro não estava recebendo alimentação pelo cordão umbilical, somente pelo arteria cerebral já precariamente e o ducto venoso. A médica que fez a ultrasson desenganou, disse que provavelmente o João Pedro não iria aguentar e que era para eu me apegar em alguma religião. Mas foi Deus quem nos prometeu um filho e eu e o Humberto (meu marido) estávamos acreditando que tudo daria certo; a médica disse que se o bebê aguentasse nasceria com 26 semanas (prematuro extremo).

Todos os dias estávamos no hospital as 7hs da manhã para realizar o exame de Vitalidade Diária, eu precisava de repouso absoluto, a cada dia uma angustia, mas crendo na vitória!

Quando completei 30 semanas, tive a surpresa de que o ducto estava em 1.28 e teria que fazer o parto dentro de no máximo 2 dias, daí tomei a primeira dose da vacina de corticóide para ajudar a amadurecer o pulmão do João Pedro, na quarta-feira tomei a segunda dose da vacina, não consegui dormir de tanta ansiedade e preocupação, me deu uma crise de dores nas pernas e braços (devido a anêmia falciforme), mas aguentei caladinha, tudo isso com medo de adiarem a data do parto, aguentei firme. Cheguei no Centro Cirugico morrendo de dor, me prepararam na mesa de cirurgia. O meu marido entrou na sala para assistir o parto (como sempre do meu lado, me dando força), enfim o João Pedro veio ao mundo as 11:19hs, o peso dele surpreendeu os médicos, nasceu com 1.110 kg e 34,5 cm, levaram ele (e eu angustiada) quando trouxeram ele já estava na incubadora, levaram para a UTI.

Daí começou mais uma luta diária, a internação do João, ele ficou em um prédio e eu em outro, pude conhecê-lo melhor somente quatro dias depois. Ele ficou no ICR (HC – Instituto da Criança), lá ficou por 50 dias, e estávamos lá todos os dias acompanhando a luta do nosso guerreiro para sobreviver. Ficou entubado por 2 dias, precisou receber concentrados de hemácias (transfusão de sangue), recebeu plaquetas, ficou 7 dias recebendo banho de luz devido a ectiricia, ficou no cpap por 13 dias, continuou com o oxigênio na incubadora. A Dra Chris cogitou hipotese de dar alta para o João com oxigenio instalado no quarto dele.

A alimentação começou após o banho de luz, com apenas 1ml de leite por sonda, a Dra Maíra aumentava a dieta dele gradativamente. Começamos a fazer canguru, com isso o bebê sente o calor dos pais e estimula o crescimento, ele se sente seguro e protegido.

Com 15 dias de vida o João fez uma pequena cirurgia de polidactilia (um dedinho a mais em cada mão, foi descoberto na ultrasson morfologica), pude também dar banho nele (uma experiência maravilhosa); quando ele completou 1 mes de vida tive o prazer de amamenta-lo, com ajuda e orientação da fonoaudiologa e da fisioterapeuta. No dia 03 de agosto, quando chegamos para ver o João, tivemos a surpresa, ele estava quase 24 hr sem o oxigenio, mais uma bençao de Deus, na semana seguinte ele já saiu da incubadora, pude colocar roupinha nele (roupas minusculas de prematuro), no dia 12 ao trocar a fralda, descobri uma hernia ingnal, no dia 15 ele fez mais essa cirurgia, correu tudo bem.

Emfim no dia 17 ele estava de alta, foi um dia muito feliz em nossa vida, o dia mais esperado por toda a família, o João teve alta com 2.080 kg, ficou internado por 50 dias, fez exames para ver se tinha Anemia falciforme, mas graças a Deus não deu nada. E eu fiquei no total de 37 dias internada, não tive dieta da cesárea, não consegui fazer o enxoval, quem fez foi o meu marido e minha mãe. No hospital aprendi a fazer croches e tricot com as voluntárias.

Graças a Deus hoje o nosso herói e guerreiro João Pedro está com 1 ano e 9 meses de muita saúde e baguncinha.”, comemora Tatiane.

A Tatiane merece todos os nossos aplausos por sua força e determinação, né mamães!? Super beijo pra ela e sua família linda! Obrigada por contar sua história pra gente!!

*Bjins*

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