Guia para estimular o desenvolvimento de bebês e crianças

90% das conexões cerebrais acontecem até os seis anos de idade e é brincando que a criança desenvolve aautonomia, a linguagem, e o raciocínio 

O fechamento das escolas e o distanciamento social mudaram a rotina de crianças e adultos e apresentaram novos desafios para as famílias, principalmente para aquelas com filhos pequenos. Sem uma rede de apoio, que inclui os avós e a creche, em muitos casos os pais têm sido os únicos a interagirem com suas crianças. Nessa missão, a brincadeira pode ser uma grande aliada. É por meio de um jogo, de um faz de conta ou de um esconde-esconde que a criança aprende e se desenvolve. As brincadeiras favorecem o raciocínio, estimula a criatividade e a imaginação e, por isso, são essenciais e devem estar presentes intensamente na rotina da criança durante a educação infantil. Ciente disso e da nova dinâmica imposta pela pandemia, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, com apoio do Itaú Social, lança o “Guia de brincadeiras para famílias com crianças do nascimento aos 6 anos”. O objetivo não é substituir as aulas, mas ajudar os pais a criarem um ambiente propício para o desenvolvimento e aprendizado durante o contexto de isolamento. 

Disponível no site da Fundação, a iniciativa reúne dicas de brincadeiras, sugestões de livros e músicas e até ideias de como abordar o tema da pandemia nas conversas com os pequenos. Os conteúdos são gratuitos eestão organizados por faixa etária (dos 0 aos 18 meses, dos 17 meses aos 3 anos e 11 meses, e dos 4 aos 5 anos e 11 meses). O guia apresenta sugestões de atividades diárias para quem quiser adotar o calendárioproposto. O material, produzido pela equipe da plataforma Tempo Junto, traz também outras ideias que podemsubstituir ou ser incluídas numa programação mais personalizada. 

“Brincar é um direito das crianças, previsto no ECA e no Marco Legal da Primeira Infância”, enfatiza Heloisa Oliveira, diretora de Relações Institucionais da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, lembrando que “através das brincadeiras, os cuidadores se aproximam das crianças, fortalecem a saúde emocional delas e o vínculo”.Pesquisas indicam que 90% das conexões cerebrais são estabelecidas até os 6 anos de idade. Isso significa que as experiências vividas nessa fase da vida, positivas ou não, serão a base para o aprendizado e impactarão as realizações futuras. 

Vale ressaltar que a relação entre pais/cuidadores e a criança também é fortalecida por meio da brincadeira.”Quando o adulto demonstra carinho e sensibilidade às manifestações do bebê, eles percebem que existe uma base segura na qual podem confiar e se sentem confortáveis. Além disso, as crianças aprendem a regular suas emoções em situações de estresse, a explorar o mundo com confiança e a aprender a se comunicar”, finalizaHeloisa. Em qualquer época do ano, durante ou depois da pandemia, o “Guia de brincadeiras para famílias com crianças do nascimento aos 6 anos” está disponível para unir, divertir e apoiar as famílias. 

Link do Guia: https://www.fmcsv.org.br/pt-BR/guia-atividades-familias-criancas-0-6-anos/

Sobre a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal
Fundada em 1965, desde 2007, a organização trabalha desde 2007 pela causa da Primeira Infância cm o objetivo de impactar positivamente o desenvolvimento de crianças em seus primeiros anos de vida. As principais frentes de atuação da Fundação são a promoção da educação infantil de qualidade -m creche para quem quer ou precisa e pré-escola para todos; fortalecimento dos serviços de parentalidade, para apoiar quem cuida; a avaliação do desenvolvimento das crianças – o que não se pode medir, não se pode melhorar; e a sensibilização de toda a sociedade sobre o impacto, a longo da vida, das experiências vividas na primeira infância. 

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