JOGAR VIDEO GAME FAZ BEM OU MAL?

imagem_release_498574O Pedrinho ganhou um vídeo game do padrinho dele, que virou mania aqui em casa, mas como ele passou a querer a brincar apenas disso, estipulei dias e horários, porque em excesso faz mal! A falta de fome, a perda de sociabilização e irritação podem ser alguns sintomas causados pelo excesso de games. Assim, trouxe para o blog os riscos à saúde que os jogos virtuais podem trazer.

Passar o tempo se divertindo no mundo virtual virou um grande passatempo, porém, é preciso tomar alguns cuidados em relação a atividade para não se tornar um verdadeiro gamer.

João Alexandre Borba, Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e psicólogo, analisa que é preciso procurar equilíbrio nas atividades do dia a dia, já que o excesso do videogame traz desvantagens ao indivíduo. “O exagero com os games podem levar a um desgaste emocional, por exemplo. No jogo, você vive o personagem, o que pode acarretar na troca da realidade pelo virtual”, alerta.

Borba admite que os games podem trazer benefícios à saúde, mas quando controlados de maneira correta. “Vários estudos já comprovaram que os jogos podem desenvolver a atividade cerebral e criar massa cinzenta, que é responsável pela memória, por exemplo. Jogar videogame não tem nada de errado, desde que moderadamente”.

Dessa forma, para não se tornar um viciado socialmente isolado e irritado com presença de outras pessoas, João avisa que ficar de olho em crianças e adolescentes é essencial. “Quem passa muito tempo nos games, libera muita dopamina. Isso resulta na perda de fome, que pode ser um sinal de alerta”, conclui.

Jogos eletrônicos podem mesmo levar a comportamentos violentos ou solitários? Atrapalham os estudos?

A professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e especialista no assunto Lynn Alves defende que não, desde que não se tornem um vício, claro.

E é por isso que os pais devem acompanhar de perto a relação de seus filhos com os jogos: eles não determinam comportamentos violentos, mas podem potencializar algo que já existe na criança. “Se a criança ou jovem apresenta um comportamento violento quando joga”, orienta Lynn, “ela está sinalizando que algo não vai bem, e os pais devem investigar se aproximando do filho ou procurando um especialista.”

Como identificar um jogo de boa qualidade?

 Hoje temos um universo de conteúdo disponível. Se o pai quer estar a par do mundo dos jogos e participar, ele pode entra no Youtube para ver e pesquisar. Ele pode também pesquisar em fóruns a opinião dos próprios jogadores. Há um banco de dados enorme disponível que os ajuda a conhecer e saber se o conteúdo é adequado ou não para o filho dele.

O Ministério da Justiça disponibiliza a classificação indicativa de cada jogo. Entre as características a serem observados, destaco a história do jogo, a narrativa, a jogabilidade (facilidade em jogar), as cenas e o conteúdo. Os pais precisam avaliar se seu filho já é maduro o suficiente para lidar com essa.

É como eu sempre digo aqui, temos que nos informar e nos aproximar dos nossos filhos. Conversando,  investigando, participando e ajudando  😉

Beijinhos e até amanhã

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