Luto Infantil: como crianças e adolescentes lidam com o processo em ambiente escolar

Todos nós sabemos que enfrentar a perda de alguém que gostamos é muito difícil, não é mesmo? Mas para crianças e adolescentes, esse enfrentamento é mais difícil ainda. E para estudantes que perderam colegas e amigos, como funciona esse processo de luto? Conversei com uma psicopedagoga, que nos relatou como é o processo de enfrentamento da dor dos pequeninos.

Diante do cenário de dor e perda, os estudantes precisam lidar com o luto, com o fato de que perderam amigos e colegas. Precisam lidar ainda com o impacto emocional causado pela tragédia. É comum que crianças em luto expressem seus sentimentos mais através de comportamentos do que por meio de palavras, isso porque ainda estão se desenvolvendo emocionalmente.

É necessário que a família e a escola onde a criança estuda trabalhem algumas necessidades, que podem ajudar os pequenos a lidarem com a perda de um colega ou amigo. Uma dessas necessidades é o reconhecimento de que a morte é um ciclo natural, uma realidade. Permitir que a criança “sinta a dor” da perda também faz parte do processo de aceitação, como explica a psicopedagoga e orientadora educacional Keila Espíndola, do Colégio Objetivo de Brasília.

“Quando você fala com eles abertamente, podem estar mais tristes, porém mais receptivos. A tendência é que fiquem mais atentos uns com os outros, que se preocupem mais com o coleguinha. Quando você conversa de forma aberta, o medo que uma tragédia semelhante aconteça novamente vai diminuindo”, explica a psicopedagoga.

Outra forma de “aliviar” a dor da perda é receber apoio de pessoas próximas, familiares e ainda de profissionais, como psicólogos, psiquiatras e orientadores, que possam apoiar o estudante durante o processo de luto. O apoio entre colegas também é imprescindível, como destaca Keila Espíndola.

“Diante de uma tragédia, os educandos criam uma consciência maior e começam a apoiar um ao outro, criam condições emocionais, começam a compreender melhor a tristeza. Eles percebem que a dor de um é a dor do outro, e criam uma base emocional mais sólida”, conclui a orientadora educacional.

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