Mamãe, eu quero ser grande

O Pedrinho (3 anos) está numa fase que encasquetou que quer crescer logo (não sabe nada, tadinho kkk). Ele vive dizendo que quer ser grande para não ir mais á escola, para poder cortar a maçã sozinho, atravessar a rua sem dar a mão pra mim, etc, etc, etc… Eu tento mostrar a ele o quanto essa idade é boa, rsrs, mas ele não entende! (Quem me dera, rsrs).

Em contrapartida, quando ele quer o meu colo diz que ainda é bebezinho, quando quer tomar mamadeira, também kkkk

Vamos entender mais essa fase?

A partir dos 3 anos, as crianças reclamam cada vez mais a sua autonomia, já não têm tanta necessidade de colo nem de miminhos, esforçam-se por mostrar que sabem fazer tudo sozinhas. O que não quer dizer, obviamente, que não tenham necessidade de afeto.

Nesta etapa eles começam a fazer muitas perguntas, a expressar as suas necessidades e as suas ideias. Falam muito e a sua linguagem inclui palavras sem sentido. No entanto, nesta idade devem perceber conceitos básicos como números, tamanho, peso, cor, distância, tempo e posição. A sua habilidade para classificar e a capacidade de raciocinar estão a desenvolver-se.

As suas emoções serão, geralmente, mais profundas que nas etapas anteriores. A criança deseja o impossível de maneira poderosa, autoritária, egocêntrica e precisa do limite de um casal presente, bem estruturado para organizar-se e, assim, adquirir as regras sociais.

Expressões como «eu quero!», «eu posso!» e «eu faço!» começam a fazer parte do vocabulário da criança. A criança necessita de provar a si mesma que é capaz de fazer o que for sem a ajuda dos adultos, é por isso que age desta forma. Os pais não devem desesperar. O egocentrismo próprio da infância não dura a vida toda, revela apenas uma necessidade de afirmação — a criança precisa de exercitar a sua autonomia — e uma dificuldade em ver as coisas a partir de um ponto de vista que não seja o seu. Aos pais compete agir com firmeza: não ceder a caprichos e não perder o controlo. Ajudar a desenvolver a maturidade emocional das crianças é fundamental. Como? Compreendendo, dialogando, partilhando afetos.

Fonte: revista Crescer, Site Mimosa

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