MAMÃE, VOCÊ VAI MORRER?

medo-de-tudo

O Pedrinho começou a questionar sobre a morte, querendo saber se eu vou morrer, qual a idade que isso acontece, se ele não vai me ver nunca mais, etc … É muito ruim ver a cabecinha dele pensando essas coisas , apesar de eu saber que trata-se de uma fase normal. Mas, vamos entender mais sobre esse medo da morte, principalmente da mãe.

As crianças, por estarem mais próximas do início da vida, por estarem mais perto da fonte, ainda não desenvolveram tantos medos e angústias em relação à vida e à morte, têm uma visão mais pura, explica a psicóloga Carol Gouveia e Melo, autora do livro Viva a Vida – Um conto sobre a vida e a morte (Climepsi, 2007). Sabe-se que nascemos apenas com o medo das alturas e dos sons altos, os restantes medos são adquiridos… O receio da morte desenvolve-se à medida que a criança cresce e tem muito a ver com o meio que a envolve. Não é a morte que verdadeiramente assusta as crianças. O que uma criança mais receia é a separação, é ficar separada de quem ama.

É fundamental ajudar as crianças a entender e aceitar a morte, mas para isso não as podemos confundir nem enganar, nem impedir que saibam a verdade,» O silêncio, as perguntas sem resposta, as respostas em sentido figurado, reforçam a “visão da morte como algo interdito ou tremendo. Sobre a morte não se fala, ou fala-se evasivamente e arruma-se o assunto. «Só que se não falarmos abertamente, arriscamo-nos a que as crianças imaginem coisas ainda mais estrambólicas e horríveis, que podem gerar outros medos e até complicações de saúde», adverte a terapeuta, colaboradora da Amara (associação pela Dignidade na Vida e na Morte)

Por isso, eu tenho explicado ao Pedrinho que a morte existe, mas que vamos para o céu e voltamos a nos ver,  que a mamãe se cuida para que isso aconteça só quando eu estiver bem velhinha , e que ele não ficará sozinho quando isso acontecer..

O medo da morte é o mais presente para as crianças neste período, que já estabeleceram a segurança de estar com sua família e agora vão começar a temer a possibilidade de perdê-la. De acordo com especialistas, quando a criança percebe a finitude da existência, pode passar a ter cuidados excessivos com a própria vida.

 Aidyl de Queiroz Perez Ramos, membro titular do conselho de psicologia infantil da UNESP, conta que desde o início da vida o bebê deve ser ensinado a conhecer o mundo. Isso significa fazer com que ele se sinta seguro em relação ao lar e à família, mas sem deixar de apresentar o que a vida tem a oferecer. Cuidado extremo e exagerado gera insegurança. Portanto, cuide bem de seu bebê, mas não o acostume a se sentir seguro apenas quando estiver perto de você.

Beijinhos e boa semana !

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