Medos infantis

Outro dia, o Pedro começou a dizer que sentia medo. Ele disse que estava com medo de ir para a escolinha e eu fiquei preocupada. Muitas coisas passaram em minha cabeça: será que aconteceu algo , levou bronca, alguma mudança, enfim, fui conversar com a minha irmã, que é coordenadora educacional, Carolina Rentroia, e descobri que existe uma idade em que a criança começa a ter medo de ser abandonada pelos pais.

E o Pedrinho tem perguntado se vou esquece-lo na escola, se eu vou embora pra sempre… Então, para acalma-lo , eu tenho repetido várias vezes que nunca irei abandoná-lo.

Para ajudar na orientação dos pais, listei os medos mais frequentes no desenvolvimento infantil – e sugestões para lidar com eles. ( segundo a psicóloga clínica Maria Regina Brecht Albertini, especialista em psicopatologia infantil)

Medo de lugares e pessoas estranhas
Fase mais comum: 0 a 12 meses

Começar a tomar contato com o mundo pode ser uma aventura bastante assustadora para um bebê. Aidyl de Queiroz Perez Ramos, membro titular do conselho de psicologia infantil da UNESP, conta que desde o início da vida o bebê deve ser ensinado a

conhecer o mundo. Isso significa fazer com que ele se sinta seguro em relação ao lar e à família, mas sem deixar de apresentar o que a vida tem a oferecer. Cuidado extremo e exagerado gera insegurança. Portanto, cuide bem de seu bebê, mas não o acostume a se sentir seguro apenas quando estiver perto de você.

Medo de ser esquecido na escola (abandonado)
Fase mais comum: 2 a 3 anos

E se meus pais me esquecerem aqui? Esta é uma dúvida comum para crianças que começam a se relacionar com o mundo externo e ainda veem os pais como o único e exclusivo ponto de segurança de suas vidas. Chorar no primeiro dia de aula de seu filho só faz com que ele se sinta ainda mais inseguro. A ansiedade do reencontro da criança com sua família provoca este medo. Segundo Maria Regina, a melhor atitude a se tomar nestes casos é estabelecer boas rotinas em relação ao mundo interno e externo da criança, assim ela se sente mais segura em relação à família.

Medo de ser trocado
Fase mais comum: não tem idade

Deixar de ser o único bebê da casa pode ser extremamente ameaçador para uma criança pequena, principalmente quando ela presencia as mudanças que uma gravidez causa em toda a família. Esta situação pode determinar por um bom tempo a relação de seus filhos. Aidyl recomenda reforçar as relações entre o primogênito e o caçula mostrando para seu filho que o bebê vai fazer parte do time dele, o das crianças da casa.

Medo do escuro e de barulhos
Fase mais comum: 2 a 4 anos

De acordo com a autora Molly Wigand, o ideal nestes casos é mostrar que a razão de todo esse medo e insegurança é apenas a imaginação de seu filho. Se for preciso, embarque na viagem: vistorie com ele o espaço debaixo da cama e os armários e mostre que não há nada no quarto para persegui-lo.

Medo de dormir sozinho
Fase mais comum: 2 a 4 anos

Dormir sozinho é um passo muito importante para o desenvolvimento da criança, mas muitas vezes ela pode se sentir mais insegura em relação à “ausência” de seus pais do que feliz com o novo espaço conquistado. Sofrer ou demonstrar insegurança ao deixar seus filhos no quarto deles só piora a situação. Em vez de fragilizar a relação de seu filho com o novo espaço, ressalte a importância daquela conquista.

Medo do sobrenatural (monstros, espíritos, vampiros, bruxas)
Fase mais comum: 4 a 6 anos

O contato com esse tipo de ficção costuma ocorrer exatamente quando a imaginação da criança está a todo vapor. Se seu filho ainda é novo, escolha melhor os gêneros de literatura, programas de televisão e filmes que ele assiste, para não sofrer tão cedo o impacto da imaginação estimulada pelo sobrenatural. Para a psicóloga Maria Regina, é muito fácil para uma criança confundir o real com o fictício. Assim, barulhos normais que vêm da rua podem se transformar em vampiros sugadores de sangue ou monstros terríveis.

A solução, neste caso, é trabalhar melhor a fronteira entre a realidade e a ficção. Se seu filho tem a imaginação muito fértil, e por isso acaba se assustando ainda mais com o sobrenatural, deixe ele falar a respeito. Escreva histórias sobre esse mundo com ele, desenhe, interprete. Ele adquire mais confiança por perceber que tem o domínio sobre esse mundo imaginário.

Então, que tal essas ideias divertidas que podem ajudar a espantar o medo de escuro, de monstros, fantasmas, (tadinhos rsrs) Nada que um pouco de imaginação e psicologia não ajude. Espia só!

Spray anti-mostro

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Adesivo

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Luminárias

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O Pedrinho está mais confiante! Ele já não fala mais em medo de ser abandonado na escola, rs, eu acho que transmitir afeto, proteção, tranquilidade e confiança, ajuda eles se sentirem mais seguros de si mesmos.

*Bjins*

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