Menino tem que gostar de azul e menina de cor-de-rosa?

Fatores dentro da sociedade e cultura induzem crianças desde cedo a acreditarem que existem atividades, valores e ações determinadas para homens e mulheres, mas nos novos tempos a realidade é outra.

Desde a primeira infância as crianças são induzidas, por muitos pais e por grande parcela da sociedade, a seguirem padrões culturais de vida. Podemos observar diferentes habilidades e preferências de meninos e meninas, porém muitos aspectos são ensinados e reforçados pelos padrões familiares e culturais. Nada impede uma criança gostar, naturalmente, de algo relacionado ao sexo oposto. Os familiares e o meio que a criança vive, podem influenciar o conceito de que “menino tem que fazer coisa de menino” e “menina tem que fazer coisa de menina”.

O Pedrinho algumas vezes fala para eu brincar com os brinquedos que ele acredita ser de menina, como o casal de Batatas, onde ele quer que eu seja sempre “a” Batata, e não “o” batata rsrs. Digo à ele que tanto faz, mas não adianta muito.

Segundo a coordenadora do Colégio Itatiaia, Priscila Manetta, é de suma importância tratar todas as crianças como únicas, com necessidades e experiências individuais independente do sexo e de suas preferências pessoais “Não reforçamos figuras de comportamento que separam os indivíduos, como por exemplo, menino brinca de bola e menina de corda. Meninos e meninas devem ser respeitados em sua individualidade independente do seu comportamento”.

“É muito difícil mudar toda uma cultura, podemos inclusive verificar nas lojas que os brinquedos ficam separados, meninas de um lado e meninos de outro. Podemos perceber que as cores das embalagens geralmente são bem distintas: rosa e lilás para meninas, verde e azul para meninos. As brincadeiras são influentes, mas, não são necessariamente determinantes para o futuro ou escolhas das crianças” comenta Priscila.

É importante os pais compreenderem que quando uma criança se interessa por brinquedos que “são” do sexo oposto não podem sofrer punições ou repressões a um comportamento que nem mesmo ela entende como certo ou errado. Este tipo de ação é muito comum durante a infância e, muitas vezes, a criança demonstra curiosidade pelo brinquedo ou estabelecendo relações afetivas como, por exemplo, o menino pegar a boneca porque acabou de ganhar um irmãozinho ou a menina brincar de carrinho porque isto a remete a um passeio divertido com a família.

*bjins*

Deixe uma resposta