Nutricionista indica alimentos para aumentar a imunidade das crianças

Volta às aulas presenciais pede cuidados específicos para manter a saúde em dia 

Os alimentos têm papel essencial no bom funcionamento do organismo e, principalmente, da imunidade. 

Prestar atenção ao que ingerimos se tornou ainda mais importante neste momento de pandemia, em que é preciso focar e cuidar da saúde em todos os detalhes. 

Em diversas cidades pelo país, as aulas presenciais já retornaram e, por meio do cardápio diário, pais e cuidadores podem ajudar a reforçar a imunidade das crianças. 

A nutricionista Flávia Montanari, da Liga da Cozinha Afetiva, lembra de que a orientação geral é consumir muitos alimentos naturais, “de verdade!”, como ela costuma dizer, coloridos e saborosos por natureza, além de beber muita água. 

Abaixo, ela indica 10 superalimentos para a turminha: 

• Leite Materno: “é um superalimento que possui todos os nutrientes, vitaminas, minerais e a água necessários para que o bebê cresça e se desenvolva saudável”, diz Flávia. 

A mãe produz anticorpos especificamente para proteger o seu bebê, contra diversas doenças, amadurecendo o sistema digestivo e fortalecendo o sistema imunológico, entre tantos outros benefícios. “E é neste sentido que a mãe precisa ter uma alimentação variada e saudável, na qual se concentra o poder de aumentar a imunidade dela, e de seu bebê!” 

• Água: fundamental para a vida, é responsável pelas funções básicas do organismo, como o transporte de nutrientes, oxigênio e sais minerais, além da eliminação de substâncias pela transpiração e urina, entre outros. 

“A hidratação adequada tem um enorme impacto sobre um sistema imunológico fortalecido”, alerta a nutricionista. 

• Frutas cítricas: acerola, caju, mexerica, goiabas branca e vermelha, mamão, kiwi, manga palmer, morango, carambola, laranja Bahía, lima e a laranja pera, e a tangerina poncã fazem parte da lista “Top 15” das frutas que são fontes de vitamina C. “Além de fortalecer o sistema imune, ajudam a potencializar o ferro consumido na refeição, por meio da carne vermelha ou do feijão”, conta a profissional da Liga da Comida Afetiva. 

• Frutas vermelhas e roxas: morango, uva, mirtilo, ameixa, amora, framboesa, cereja e maçã são riquíssimas em antioxidantes, proporcionando maior proteção aos órgãos e tecidos do nosso corpo, além de auxiliar na memória e aprendizado. 

• Vegetais verde escuros: espinafre, agrião, rúcula, couve manteiga, chicória, brócolis, escarola, acelga e mostarda são fontes de vitamina E, mais um integrante do time dos potentes antioxidantes, e, portanto, combatem os radicais livres, fortalecendo o sistema imunológico. 

• Alho e cebola: a dupla perfeita no combate às infecções e o aumento de defesas do organismo, por serem fontes dos minerais selênio e zinco, e vitaminas do complexo B. 

• Sementes: de abóbora, girassol e linhaça são ricas em vitaminas A e E, potássio e ômega 3, apresentando ação anti-inflamatória, com melhora na imunidade, além de proteger nosso corpo contra substâncias tóxicas. 

• Castanhas: conhecidas também por oleaginosas, castanha-do-Pará, castanha de caju, avelã, nozes, amendoim, macadâmia, amêndoas e pistache são fontes de gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, conhecidas como “gorduras do bem”, além de conter, também, vitaminas E e K, e minerais como potássio e selênio, com ação antioxidante e anti-inflamatória, aumentando a imunidade. 

• Iogurte natural e kefir: considerados probióticos, por conterem “bactérias do bem”, oferecem inúmeros benefícios ao organismo, como a melhora na saúde do intestino, favorecendo, assim a resistência a doenças infecciosas e inflamatórias, consequentemente o fortalecimento do sistema imune. 

• Leguminosas: feijões (de todos os tipos), lentilha, grão-de-bico, soja, ervilha e fava são proteínas vegetais e apresentam uma fonte significativa de minerais, como o ferro e o zinco, fortes aliados no combate a gripes e resfriados. 

“No entanto, é preciso fazer o processo do molho e remolho para que as leguminosas consigam eliminar o fitato, um antinutriente que dificulta o processo digestivo, causa os gases, e interfere negativamente na absorção dos nutrientes”, ensina Flávia. 

Esses alimentos podem ser inseridos no cardápio diário da criança e também ser enviado para o lanchinho da manhã ou da tarde. 

Flávia Montanari – CRN-3:25.792 

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