O que fazer nas férias escolares?

Muito se discute se no período das férias as crianças e jovens devem seguir estudando, ou se é o momento para que elas possam descansar a mente e realmente aproveitar. Há quem defenda a importância do “estudar um pouco todos os dias” e há quem frise que é essencial deixar os estudos de lado e se divertir. Afinal, hoje em dia, os alunos possuem muitos compromissos e atividades extracurriculares, como línguas e esportes, além de terem que cumprir com a grade curricular da escola.

Para João Guedes, Diretor Pedagógico da Escola Alef Peretz, com 27 anos de experiência em educação, este é um momento para descanso. “Os alunos recebem diversos estímulos ao longo do ano. Sou heterodoxo quando se trata de férias, afinal, este momento para crianças e adolescentes significa a suspensão de uma agenda, um período para esvaziar a mente. Acho importante que vivenciem algo diferente, que não seja de aprendizagem direta”, completa o Diretor.

João indica diversas formas de tirar os alunos de casa, inclusive com suas famílias, para que não fiquem somente se entretendo com as várias telas que temos disponíveis em casa, como TV, notebooks, tablets, celulares etc. “O ideal é fornecer para eles uma relação com o mundo de uma forma mais livre para que consigam fazer uma reflexão sobre o todo, de uma forma mais fluída e sensível. E isso é possível sem precisar ir muito longe, conhecendo a sua própria cidade. Costumo dizer que existe uma São Paulo muito além dos muros da escola e dos condomínios onde moram”, explica Guedes.

Fazer um roteiro pelos parques, instituições culturais, museus ou até mesmo caminhar pelas ruas e conhecer novos bairros, pode ser muito enriquecedor. E, aproveitar isto com os pais, irmãos, primos é ainda melhor, pois é neste momento que eles vão poder se conectar, criar uma cumplicidade nestas relações. “O mais importante é que eles vivenciem coisas diferentes. Quando for ao MASP, por exemplo, é legal aproveitar para caminhar pelos arredores também, observar os prédios da Av. Paulista, as pessoas que estão passando por ali, comer algo que não é de costume. Tudo isso agregará mais do que continuar focado em livros e em tudo que já é comum em suas vidas ao longo do ano letivo”,  conclui João.

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