Outubro rosa: diagnóstico precoce previne o avanço da doença

No mês de conscientização da prevenção ao câncer de mama é bom falar sobre a importância de identificar a doença em fases iniciais e como preveni-la  

Durante todo o mês de outubro, é celebrado, no Brasil e no exterior, o Outubro Rosa, que tem como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama para contribuir com a redução de ocorrência e da mortalidade pela doença. Uma pesquisa realizada pelo INCA, Instituto Nacional de Câncer, em 2019, detectou que o câncer de mama ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no país e mesmo que grande parte das pessoas já tenha ouvido sobre a doença, o câncer de mama ainda possui muitos tabus, como informações que dizem que só aparece em quem tem histórico familiar, que pode ser causado por batidas, que autoexame todo o mês substitui a mamografia, entre outros. A Dra. Carolina Curci, ginecologista e obstetra, diz que o câncer de mama não tem uma causa única e que quanto mais cedo for descoberto, mais rápido atende ao tratamento, por isso a importância da mamografia.

“É importante que as mulheres saibam que há diferenças entre o tipo de tumor, os fatores de risco podem ser comportamentais, ambientais, hormonais e até mesmo hereditários, mas nesse caso, apenas 5% são relacionados. Quando a doença é detectada em fases iniciais há maior chances de cura, em alguns casos, a mulher consegue perceber o sintoma o mais comum, que é o nódulo, as vezes acompanhado de dor, mas somente os exames de imagem, como a mamografia, podem oferecer um diagnóstico exato”, comenta a Dra Curci.

Em todo o caso, é importante que a mulher vá ao ginecologista pelo menos uma vez por ano e faça os exames de rotina, para ficar sempre em alerta, caso haja aparição de alguma irregularidade e todas as mulheres com mais de 40 anos devem realizar a mamografia. Por conta da pandemia, de acordo com uma pesquisa feita pelo IPEC, aproximadamente 47% das mulheres deixaram de fazer as consultas, o que gerou uma barreira para o diagnóstico precoce.

“É importante que as mulheres não tenham medo e não se limitem a consultas rotineiras. Por mais que realizar a mamografia possa ser desconfortável é essencial para evitar o diagnóstico tardio e é recomendado que mulheres a partir de 40 anos façam uma mamografia a cada dois anos.”, comenta a ginecologista.

A doutora ainda acrescenta que realizar a mamografia pode conter alguns riscos, como resultados incorretos (falso-positivo), obter um diagnóstico por tratamento cirúrgico, com quimioterapia e radioterapia com um tipo de câncer que não ameaçaria a vida da mulher e a exposição ao raio X, mas que é sim, possível reduzir o risco do câncer praticando atividades físicas e evitando o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, além disso, para as que são mães, a amamentação também contribui para a proteção contra o câncer.

“Por esses motivos a conscientização do câncer de mama e a campanha promovida no outubro rosa é importantíssima. Quanto mais informadas as mulheres estiverem, melhor a chance de conseguirmos levar a paciente a ter uma rotina com mais qualidade de vida”, finaliza.

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