Pediatra comenta volta às aulas divulgada pela prefeitura de São Paulo

São muitas reflexões e dúvidas sobre a volta ás aulas, por isso trouxe o Dr. Paulo Telles para dar sua opinião

A prefeitura de São Paulo anunciou (14/01) que o retorno às aulas na rede pública acontecerá de forma gradual, facultativa e com atividades parciais a partir de 1º de fevereiro em todo o município, após quase um ano de portas fechadas.

Para o pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dr. Paulo Telles, essa é uma grande vitória para as crianças e um passo muito importante para tentarmos reduzir os danos causados pelo isolamento social.

“Infelizmente, perdemos muito tempo!”, diz o médico, “nossos filhos ficaram todo esse tempo sem voz, esquecidos pelo poder público e excluídos do convívio com seus pares e, apesar de sabermos que os prejuízos são incalculáveis, só teremos condições de avaliá-los no desenvolvimento físico, emocional e intelectual daqui alguns anos”.

As conclusões dos relatórios apresentados pelos governantes são as mesmas que os pediatras vêm apresentando há meses, defendendo que não há evidências suficientes de que as crianças sejam supertransmissoras ou corram grandes riscos com a Covid-19.

Limitações

O processo de retorno às aulas vai ser gradual, com a capacidade máxima de ocupação das salas de aula com 35% dos alunos, apenas 5 horas por dia e com a opção de os pais decidirem se querem enviar a criança para a escola ou seguir com as aulas remotas.

Dr. Paulo lembra que embora a cidade esteja na fase amarela do Plano SP, que permite ocupação de até 70% da educação básica e 35% da fundamental, o proposto inicialmente é menos do que isso.

“Temos que ficar de olho e criar uma rede de denúncia para que as escolhas tenham condições adequadas e sigam os protocolos de segurança. Só assim nossas crianças, professores e funcionários estarão realmente seguros”, conclui o médico.

O plano da prefeitura prevê a criação de escolas sentinelas, que são aquelas selecionadas de acordo com as características territoriais para serem monitoradas pelas 28 unidades de vigilância de saúde (UVIS) e UBS. Os professores com mais de 60 anos e comorbidades não retornam às atividades.

Dr. Paulo Nardy Telles

CRM 109556 @paulotelles

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