Prática da capoeira ajuda a combater preconceitos

A capoeira tem um enorme potencial para enfrentar a criminalização das tradições afro-brasileiras, sobretudo quando aplicadas nas escolas.

Pouco se fala em sala de aula sobre os heróis negros, intelectuais e os estados brasileiros que foram tomados por escravizados nos levantes populares contra a escravidão. É preciso sensibilizar o professor sobre estes conhecimentos.

As cantigas de capoeira, por exemplo, fornecem detalhes da linguagem brasileira, sem contar que ilustram as ligações religiosas e culturais com abordagens, muitas vezes, pouco apresentadas aos alunos no ensino básico.

Embora ainda sofra preconceitos, o aumento dessa prática nas escolas resulta na ampliação de conhecimentos culturais, corporais e musicais pelas crianças, ao mesmo tempo em que amplia o campo de trabalho para mestres e educadores físicos.

Sebastião dos Santos, o mestre Rato Kauande, que desde 2014 é o responsável pela capoeira na Interpares, explica que a atividade atende às necessidades universais das crianças. “Elas gostam de estar em roda, de interagir com outras crianças. Gostam de cantar e fazer movimentos. É uma prática rica culturalmente e que promove uma experiência corporal e musical importante para o desenvolvimento dos alunos”.

Mais importante: as atividades destacam a socialização e valores como respeito aos mais velhos e todo o cuidado com o colega de ginga.

A capoeira é uma excelente forma de abordar e combater qualquer tipo de discriminação e preconceito!

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