Qual é o papel da família no enfrentamento ao #TrabalhoInfantil?

Desde 2012, a iniciativa acontece em parceria com o UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância e a OIT – Organização Internacional do Trabalho. A terceira edição da campanha, lançada há um mês no Centro Cultural João Gilberto, em Juazeiro (BA), tem foco no semiárido, com o objetivo de contribuir com oenfrentamento do trabalho infantil e a promoção do trabalho adolescente protegido no Brasil.

No lançamento aconteceram debates sobre a Lei de Aprendizagem, a importância da educação como saída do trabalho infantil e a da família no cuidado de crianças e adolescentes, além da apresentação de vídeos da campanha com depoimentos de personalidades como Gilberto Gil e Raimundo Fagner. Para execução da iniciativa, o apoio de parceiros de diferentes estados – Aldeias Infantis (RN), ChildFund (MG), IFAN (CE), PLAN(MA) e Visão Mundial (PE e AL) – é fundamental para multiplicar as informações e agir na região do semiárido.

Agora o debate acontece também no universo virtual, buscando alcançar mais pessoas por meio da internet e das redes sociais.

A ideia da campanha é mobilizar parceiros, governo e a sociedade. Com isso, foram desenhadas ações especificas para cada público alvo: famílias, empregadores e os próprios jovens. Os objetivos são sensibilizar a sociedade a fim de reconhecer as formas de trabalho infantil e os locais onde ele acontece, estimulando a sociedade a buscar alternativas a esse problema. Além de paralelamente conscientizar empregadores sobre o que é o trabalho adolescente protegido e a ilegalidade do trabalho infantil. ” Uma das ações que já realizamos foi alertar sobre a causa com um tuitaço com a hashtag #trabalhoinfantil, que realizamos em agosto. E agora é hora de aprofundarmos o debate, usando o Facebook. Quinzenalmente nos reuniremos em torno de temas importantes para a campanha, reunindo num post comentários que contribuir num debate amplo, concentrando a “conversa” em 1 hora, debatendo um tema principal relacionado ao trabalho infantil. E quem quiser, pode voltar ao papo depois, convidar amigos e leitores, continuando o debate em seus perfis nas redes sociais, blogs, Twitter, Instagram, Facebook e Google+. Até 2020″, explica Sam Shiraishi.

O Brasil tem o compromisso de erradicar todas as formas de trabalho infantil no país até 2020. A região do semiárido brasileira concentra os piores indicadores sociais, mais de 70% dos 13 milhões de crianças e adolescentes vivem na pobreza. Por isso, este ano a Fundação Telefônica Vivo tem como foco mobilizar a sociedade sobre o tema e apoiar projetos que atuem no enfrentamento ao trabalho infantil na região.

Nesta terceira edição da campanha, a iniciativa mantem as ações em redes sociais a fim de sensibilizar até 35 milhões de internautas, além de promover ações locais – como oficinas com famílias, professores, conselhos tutelares, programa de rádios, workshops com jovens e empregadores – para alcançar mais de 280 municípios, mobilizando mais de 80 mil famílias.

“A intenção das ações locais é engajar e conscientizar a população sobre a importância do problema. Já a presença digital acontece para que todos possam acompanhar e participar compartilhando nas redes. A ideia aqui é transformar o nosso padrão cultural de naturalizar e aceitar o trabalho infantil” explica Patricia Santin, gerente da área de Infância e Adolescente da Fundação Telefônica Vivo.

Para participar acompanhe aqui http://semtrabalhoinfantil.tumblr.com

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