QUAL O PAPEL DO PAI SEPARADO

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Com a aproximação do Dia dos Pais fico pensando qual o papel do verdadeiro pai. O Pedrinho não tem um convívio direto com o pai dele, sou eu que educo, que vejo de pertinho cada descoberta dele, cada choro, sorriso, medo, e me preocupo todos os dias com o futuro.

Os finais de semana que o Pedro fica com o pai são de brincadeiras, lazer, e quantas vezes me vi com medo de me tornar a bruxa da história, que pega no pé para escovar os dentes, fazer a lição de casa, ir tomar banho, enquanto que o pai fica somente com a parte boa.

Qual o papel do pai separado?

O papel de um pai separado ou divorciado não precisa – e não deve – se restringir ao de um mero visitante, de uma presença irrelevante na vida dos filhos.

De acordo com o novo Código Civil Brasileiro, que regula, entre outras coisas, as questões familiares, o “poder familiar” – outrora chamado de “pátrio poder” – é o conjunto de direitos e deveres que o pai e a mãe possuem, em iguais proporções, em relação a seus filhos. O poder familiar é muito mais do que ficar com a guarda das crianças. É o poder de participar de sua criação e educação, bem como de todas as decisões importantes que dizem respeito à vida dos filhos menores. E esse poder não se extingue com a separação ou o divórcio, nem com novos casamentos ou uniões dos pais. Um pai ou uma mãe só podem ter seu poder familiar extinto ou suspenso em casos muito extremos – por exemplo, quando comprovadamente praticam abusos ou atos de violência que colocam em risco a integridade dos filhos. Mas, convém ressaltar novamente, a mera separação não é suficiente para que um pai ou uma mãe percam seu poder familiar.

Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão, Membro Efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB-SP, autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas” e “Família: Perguntas e Respostas” – da Mescla Editorial

Na prática..

Pais maduros psicologicamente questionam-se e analisam seus sentimentos e comportamentos, procurando garantir uma educação saudável aos filhos, o que passa muito pelo exemplo. E é isso que busco todos os dias, mesmo após muito sofrimento que o pai do meu filho me causou, penso primeiro no Pedrinho todos os dias.

O fato de viverem divididos entre duas casas, geralmente com um estilo de vida diferentes e com regras próprias, poderá criar um foco constante de instabilidade nos filhos e favorecer a formação de laços afetivos superficiais que poderão dificultar a construção de uma identidade forte. Por outro lado alguns poderão até tornar-se mais flexíveis e facilmente adaptáveis à mudanças e a novas situações difíceis da vida, inclusive separações e abandonos futuros, resultando numa maior autonomia e senso de responsabilidade.

Pais presentes e coerentes nas suas atitudes diante da separação, mantendo o seu papel de educadores e os filhos bem amparados, bem informados e sem se sentirem rejeitados, colaboram para uma melhor adaptação dos filhos e para manter um equilíbrio familiar estável.

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A ligação dos filhos com o pai, no caso da guarda ficar com a mãe deverá ser preservada ao máximo.

Poderá haver uma sensação de abandono que pode ser superada conforme o pai se mantenha presente e afetivamente ativo. É importante também que a mãe contribua a não destruir a imagem do pai, mas que o apresente sob uma nova perspectiva. Sempre que a separação seja bem conduzida pelos pais minimizará as consequências negativas nos filhos.
Se a saída do pai for traumatizante, os filhos podem sentir-se abandonados, o que no futuro poderá levar à perda de confiança nas pessoas e dificultar futuros relacionamentos afetivos.

Os pais precisam sempre ter claro que o papel deles não muda com a separação.
A questão principal entre pais e filhos é o “amor”. É muito importante para um desenvolvimento psicológico saudável dos filhos que eles sintam uma segurança afetiva com o “amor” de ambos os pais.

Psicóloga MARIAGRAZIA MARINI

Não parece fácil, mas podemos nos esforçar, mesmo quando existe muita mágoa ! Nossos filhos merecem isso 🙂

Beijinhos !

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