Quando a mãe vira a vilã…

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Lendo uma matéria especial que saiu na Revista Veja (maio) sobre as perguntas ditas como uma das mais frequentes feitas pelos pais a educadores, pedagogos e pediatras. Escolhi uma delas para desenvolver o assunto:

* Depois que me separei, acho que afrouxei os limites que impunha ao meu filho. Devo retomar o modelo anterior?
Imediatamente. Compreende-se que pais separados temam a rejeição. Mas nunca se deve deixar que isso atrapalhe na disciplina. Todas as crianças precisam de limites. A dificuldade adicional, nesse caso, é que pai e mãe precisam estabelecer limites conjuntos para evitar ordens contraditórias.
(Ceres Alves de Araújo é psicóloga e professora de pós-graduação da pontifícia Universidade Católica).

Essa pergunta é boa e o que mais me chama a atenção é quando a mãe vira a chata e o pai, o amigão. Justamente porque o pai tenta compensar o fato de não estar o tempo todo com o filho e quer fazer desses momentos apenas diversão: com presentes e nada de bronca. Enquanto que a mãe no dia-a-dia tem que impor limites, decidir o que pode ou não tolerar, ficando pra ela toda a responsabilidade pela formação infantil… (difícil, hein? rs).

Segundo especialistas, quando existe certa obediência de um lado e do outro não, aí que entra os heróis e vilões da educação.

O que fazer?

Para que o filho não veja um ou outro como um herói e outro como vilão, uma medida cautelosa precisa ser tomada, “não desautorizar uma ordem do outro na presença da criança” isso mesmo, naqueles momentos de tremendo stress, em que o menino esta a ponto de demolir a casa, o pai ou mãe põe aquele castigo suave.

Segundo a psicóloga clínica Cristina Freire, ‘A relação do pai com os filhos após a separação tende a repetir os vícios de quando viviam juntos: era quase sempre a mãe quem se encarregava de tudo o que fosse aborrecido. Por vezes a separação ocorre precisamente porque o pai deste novo século teve dificuldades em viver nele, partilhando tarefas e responsabilidades.

A melhor forma de resolver estas diferenças é sensibilizar as crianças e o pai para continuarem as rotinas, mas fundamentalmente prevenir durante o casamento, para que todos adquiram hábitos de colaboração. Os filhos devem ser vontade expressa dos dois’.

Pois é, acho que na teoria parece mais fácil, rs, mas nada que um bom diálogo entre pais maduros não ajude, né?
O que vocês acham? Alguém aí passando por isso? Me conte, eu quero saber 🙂

Bjins e uma ótima semana!!

2 comentários em “Quando a mãe vira a vilã…

  1. Acho que isso vale tanto para pais separados quanto para pais solteiros.
    É de extrema importância que o pai saiba impor limites ao filho quando estão juntos e longe da mãe.
    Educar não pode ser só por parte da mãe, o pai também tem que ajudar.
    Gostei da matéria Mo. Bjim

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