Sonhar, acreditar, planejar e viver

Quantas vezes você acorda achando que tudo vai dar certo, mas não ocorre bem assim?

Vivemos em uma sociedade que busca muito mais receber do que doar. Você já parou para pensar como só pensamos no que queremos de imediato, mas esquecemos do que é preciso para isso acontecer? Como doar tempo e esforço por exemplo. Quanta ansiedade! Aliás, no Brasil temos o maior índice de pessoas com transtornos de ansiedade em todo o mundo.

Quando doamos mais do nosso tempo para estudar, pesquisar, se informar e planejar, fica mais fácil de realizarmos o que sonhamos, desejamos ou precisamos.

Se não nos organizamos na vida, algumas decisões como: ‘Ficar em casa com os filhos ou ir trabalhar?’; ‘Levar os filhos para escolinha ou deixar com a babá?’, podem ser muito mais angustiantes do que realmente são. Ou seja, não saber se posicionar perante a vida, transforma o nosso dia, a semana, o mês, o ano e a vida toda em uma sobrevivência difícil.

Sonhar! Acreditar! Conquistar! Viver! É disso que precisamos.

Eu não sabia se conseguiria ser mãe sem estar casada, por exemplo. “Será que vou dar conta?”; “Terei saúde física e mental para lidar com a rotina de morar sozinha com um bebê, e ainda trabalhar fora e cuidar da casa?”.

Bom, consegui! No início me atrapalhei, deixei as coisas um pouco no piloto automático. Mas ao perceber que um serumaninho precisava de mim e que eu era a protagonista daquela história que estava só começando, parei, e consegui organizar minha rotina. Daí as coisas fluíram diferente. Claro, que não deixou se ser cansativo ou corrido, mas dei conta. Só tenho uma certeza, sempre dá tempo de tomar ás rédeas da nossa vida.

Quando eu era adolescente não decidia muita coisa sozinha, sempre contei com meus pais para isso, e desistia fácil quando ficava muito difícil. Sim, isso é péssimo! Mas só consegui me livrar dessa dependência quando fui obrigada a morar sozinha, porque meus pais se mudaram para o interior e eu não quis ir com eles. No início me senti solitária, já que tenho família grande com duas irmãs e um irmão, por isso encarar o silêncio, e os meus próprios pensamentos o tempo todo, não foi fácil.

Ainda mais porque eu nunca gostei de fazer nada sozinha, então tive que lidar com isso morando longe da minha família. E adivinhem? Foi ótimo! Cinco anos de muito aprendizado e amadurecimento, o que me ajudou quando me tornei mãe e sozinha.

Só que eu me acostumei tanto a fazer tudo sozinha, que perdi o jeito de pedir ajuda, e essa é a primeira coisa que precisamos fazer quando nos tornamos mães. Não damos conta de tudo não, viu? E não é fraqueza pedir ajuda e muito menos significa que não somos boas mães por isso, pelo contrário, isso mostra que estamos em busca do melhor para nossa pequena família.

Hoje o Pedrinho tem dez anos e fico feliz por ver que ele está bem e tem tudo que uma criança precisa, e continuo a planejar e pensar no futuro sem ansiedade, mas com foco para que realmente as coisas aconteçam.

Convido você há arranjar um tempo para sentar, pensar, pegar seu bloco de notas de papel ou virtual e começar a escrever onde quer estar daqui cinco anos. Esqueça o imediatismo e planeje! Borá?

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