Terror Noturno

Olá mamães!! Eu estive com uma mãe e ela me contou que o filho dela está passando por crises de terror noturno. Já ouviram falar?! Eu conversei com uma psicóloga para saber direito o que é, como acontece, o que fazer, etc.. Vamos lá!

Terror noturno é um distúrbio do sono caracterizado por episódios de pânico. É mais comum em crianças entre os 2 e os 5 anos de idade, ocorrendo principalmente em meninos. Durante a crise a criança pode se debater, gritar, chorar, se levantar. Além disso, parece confusa e desorientada. O diagnóstico baseia-se na identificação desses sintomas e na exclusão de patologias orgânicas. A causa é desconhecida, mas pode ser desencadeada por estresse, privação de sono e fadiga.

Durante uma noite típica, o sono ocorre em várias fases. Cada uma está associada a uma atividade específica do cérebro, e é durante a fase de movimento rápido dos olhos (REM) que os sonhos ocorrem. Os pesadelos acontecem durante a fase REM. O terror noturno acontece numa fase do sono em que o indivíduo dorme profundamente, e não está sonhando. O distúrbio se diferencia do pesadelo principalmente pela fase do sono em que acontece.Ao contrário de pesadelos, que a criança muitas vezes se lembra, depois de uma noite de terror noturno ela não terá qualquer lembrança porque estava em sono profundo quando isso aconteceu.

Os pais se assustam com as crises de terror noturno, principalmente porque, mesmo a criança estando de olhos abertos, ela não os vê e não se acalma. As crises tendem a ser muito angustiantes para os pais, que não sabem como agir para acalmar o pequeno. A realidade é que não há muito o que fazer, além de ficar por perto para evitar que ele se machuque. Em alguns minutos ele se acalmará e voltará a dormir. Não é recomendado acordá-lo, pois ele pode se assustar ainda mais. Qualquer tentativa de despertá-lo pode aumentar a sua agitação e prolongar o episódio.

Os terrores noturnos geralmente não são um motivo de preocupação, mas a falta de sono pode ser. Colocar a criança na cama mais cedo pode ajudar a preveni-los, uma vez que a privação do sono pode ser um fator contribuinte. Na maioria dos casos o terror noturno desaparece conforme a criança cresce. Entretanto, se os episódios forem freqüentes e afetem o equilíbrio da criança ou da família, é recomendado conversar com o pediatra e buscar ajuda especializada.

Maria Cecília Schettino, psicóloga graduada pela PUC-Rio. Além de psicoterapeuta de crianças e adultos em consultório particular, é psicóloga perinatal, especialidade voltada para o universo materno-infantil. Autora do Maternidade no Divã (www.maternidadenodiva.com), blog sobre psicologia, maternidade e desenvolvimento infantil.

Acho que é sempre bom sabermos que isso existe para não nos desesperarmos, né?!
*Bjins*

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